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Política

Governo gasta R$ 1 bilhão para isentar taxas de publicações científicas

As instituições beneficiadas integram o Portal de Periódicos da Capes, responsável por pagar pelo acesso anual a revistas internacionais

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O acordo elimina a necessidade de pagamento para submeter artigos em formato híbrido ou de acesso aberto nessas publicações | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

A partir de 2026, pesquisadores de 452 instituições brasileiras terão acesso gratuito para leitura e publicação em revistas das editoras Elsevier e Springer Nature.

O mesmo benefício já está disponível para periódicos da ACM (Association for Computing Machinery), começando neste mês.

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O acordo elimina a necessidade de pagamento de taxas para submeter artigos em formato híbrido ou de acesso aberto nessas publicações.

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Esses benefícios decorrem de acordos transformativos firmados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação), com as três editoras científicas.

A assinatura ocorreu em 4 de dezembro, durante a comemoração de 25 anos do Portal de Periódicos da Capes.

Os contratos com Elsevier e Springer Nature passam a valer em 1º de janeiro de 2026, enquanto o da ACM já entrou em vigor.

Gasto bilionário para cobrir taxas

No total, os contratos somam US$ 215 milhões, o equivalente a R$ 1 bilhão, para um período de três anos.

Atualmente, pesquisadores brasileiros que desejam publicar em periódicos de acesso aberto dessas editoras precisam arcar com taxas de até US$ 13 mil, aproximadamente R$ 70 mil, dependendo do título, como nas revistas do grupo Nature.

Segundo as editoras, elas cobrem os gastos com editoração e formatação dos artigos, enquanto acadêmicos convidados realizam gratuitamente a revisão científica.

O gasto da Capes será de US$ 153 milhões com a Elsevier, US$ 59,8 milhões com a Springer Nature e US$ 2,4 milhões com a ACM, tomando como base as cotações informadas para outubro e agosto deste ano, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo.

Detalhes dos acordos

O acordo com a Springer Nature inclui revistas de modelo híbrido, que cobram assinatura ou estão em transição para acesso aberto.

Segundo a editora, mais de 6 mil artigos por ano poderão ser publicados e acessados sem custo.

Já a Elsevier prevê que cerca de 8 mil artigos de acesso aberto estarão disponíveis para pesquisadores do Brasil, com gratuidade para publicação em cerca de 160 revistas.

Leia também: “Não consigo ser otimista”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 299 da Revista Oeste

Pelo acordo com a ACM, todas as revistas editadas por ela estarão acessíveis e abertas para publicação gratuita.

A Springer Nature afirmou à Folha que busca “oferecer acesso igualitário ao conteúdo e à publicação”, destacando que o acordo com a Capes permite “apoiar melhor os pesquisadores brasileiros afiliados [às instituições participantes] na realização desses benefícios”.

A Elsevier, por sua vez, disse “ter prazer de apoiar a publicação de pesquisa de acesso aberto no Brasil” e informou que “mais de 1.800 revistas estão incluídas no acordo, cujo contrato é por um período de três anos, de 2026 a 2028”.

O que diz a Capes

As instituições beneficiadas integram o Portal de Periódicos da Capes, responsável por pagar pelo acesso anual a revistas científicas.

A expectativa é que os acordos incentivem a publicação nessas editoras, reduzindo custos duplos anteriormente pagos para leitura e publicação.

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Em nota, a Capes afirmou que “os acordos transformativos vêm ampliando o número de publicações em algumas editoras e, assim, há ampliação da participação da comunidade científica brasileira na literatura científica internacional”.

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1 comentário
  1. Carlos Pommer
    Carlos Pommer

    Nossa, que atrazo. Seria muito mais interessante pagar pelo acesso a ferramentas de IA.

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