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Política

Governo Lula chama críticas de Marco Rubio de 'ameaças' e defende 'independência' do Judiciário brasileiro

Posicionamento do Poder Executivo federal foi externado por meio de postagem feita no perfil oficial do Itamaraty no X

Lula, durante assinatura da medida provisória Brasil Soberano - 13/08/2025 | Foto: CanalGov/Reprodução
Lula, durante assinatura da medida provisória Brasil Soberano — 13/8/2025 | Foto: Reprodução/CanalGov

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu comentar, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a crítica feita pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em relação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o político dos Estados Unidos, o Judiciário brasileiro cometeu um equívoco nesta quinta-feira, 11. Na visão do Itamaraty, esse tipo de comentário tenta abalar a soberania nacional.

“Ameaças como a feita hoje pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em manifestação que ataca autoridade brasileira, ignora os fatos e as contundentes provas dos autos”, afirmou o MRE, por meio de postagem na rede social X. “Não intimidarão a nossa democracia.”

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O Itamaraty não citou qual teria sido a autoridade brasileira “atacada” por Rubio. Ao criticar a condenação de Bolsonaro, o secretário de Estado dos EUA classificou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo na 1ª Turma do STF, como “violador de direitos humanos”.

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Moraes votou para condenar o ex-presidente da República a 27 anos e três meses de prisão. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin também votaram nesse sentido. Luiz Fux foi o único a divergir e a avaliar que o ex-chefe de Estado deveria ser absolvido das acusações pelos crimes de formação de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio público.

Além de Bolsonaro, outros sete réus foram condenados nesta quinta-feira, pela 1ª Turma do STF:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal pelo Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência;
  • Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, general e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República (é o delator do processo);
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa; e
  • Walter Braga Netto, general, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice-presidente da República nas eleições de 2022 pelo PL.

Governo Lula cita “independência” do Judiciário brasileiro

Na postagem no X do Itamaraty, o governo Lula afirmou que o Judiciário brasileiro analisou mais um caso “com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988”. Pela rede social, o Executivo aderiu à tese presente do relatório de Moraes de que “houve frustrada tentativa de golpe de Estado”.

O MRE afirmou que os réus “tiveram amplo direito de defesa”. Versão essa contestada até mesmo na 1ª Turma do STF. De acordo com Fux, houve cerceamento de defesa.

Leia também: “Teatro supremo”, reportagem de Cristyan Costa e Silvio Navarro publicada na Edição 286 da Revista Oeste

6 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Velho safado dos infernos…a tua alma queimará no inferno junto com sua quadrilha de FDP!

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Petista defendendo a justiça ,eu consigo ver irregularidades, criaram o Foro de SP pra tomar o poder , não interessa como ,atentados terrorista,mortes ,tomada do poder a forças .
    Consócios etccc

  3. Robinson dos Santos Pereira
    Robinson dos Santos Pereira

    Israel também defende a soberania de seu povo, sem precisar aguentar importunação de outros países.

  4. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Perda de soberania é quando minérios raros são vendidos à China por baixo preço ,compra de produtos com altos preços e sem qualidade para se alinhar com a Rota da seda
    .Ex são carros elétricos ,onde nem há totens para abastecer. Importar cultura chinesa em detrimento da Ocidental. Associar-se a países reconhecidos oficialmente como criminosos,distanciando se dá OTAN. Breve, teremos resposta pra essas perdas de soberania.

  5. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Cachaceiro nem tomar conta da sua muie vc sabe , Cale a boca vc e um nada , a divindade ja te condenou .

  6. Daniel BG
    Daniel BG

    Soberania nacional deixou de existir quando a Lava Jato foi extinta, quando o “amigo do amigo do meu pai” inventou seu método para punir a verdade, seu projeto “fake”. Soberania nacional virou lenda a partir do momento em que o judiciário se alinhou com os socialistas e mataram a democracia e a própria justiça.
    Entramos num período de noite de luto sem data para acabar.

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