publicidade
Política

Governo Lula cria rombo de quase R$ 1 trilhão na conta de luz

O levantamento aponta que os novos custos políticos aprovados para o setor elétrico vão encarecer as tarifas dos consumidores até 2050

Lula inicia radioterapia para complementar tratamento de câncer de pele
O rombo equivale a seis vezes o orçamento anual do programa Bolsa Família ou cinco vezes as verbas do Minha Casa, Minha Vida | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual legislatura do Congresso Nacional deixaram uma herança pesada de R$ 985 bilhões em despesas extras para os consumidores de energia elétrica. O cálculo foi apresentado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia e projeta os custos embutidos nas faturas até o ano de 2050. O montante bilionário ignora os reajustes anuais normais e as correções da inflação, funcionando como uma taxa política permanente na tarifa.

+ Entenda o que é Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O rombo equivale a seis vezes o orçamento anual do programa Bolsa Família ou cinco vezes as verbas do Minha Casa, Minha Vida. A dinheirama extra começou a entrar na conta por causa de gastos novos atrelados ao Tratado de Itaipu, além da prorrogação de incentivos fiscais para projetos de fontes renováveis. O setor também sofre com o custo de contratação de usinas térmicas para suprir a falta de luz nos horários de pico.

O Ministério de Minas e Energia rebateu os números do estudo e chamou a metodologia de superficial. O governo federal alegou que a análise deixou de lado os benefícios sociais das políticas públicas implementadas pela atual gestão. A associação dos consumidores insiste que o setor elétrico vive uma desordem completa e exige uma reforma urgente no modelo de negócios para estancar a cobrança abusiva na fatura.

Inundação de energia solar traz risco de apagão

O Operador Nacional do Sistema enfrenta dificuldades diárias para equilibrar a rede de abastecimento e evitar apagões por excesso ou falta de luz. A capacidade de geração das placas solares instaladas nos telhados das casas saltou de 26 giga-watts para 45 giga-watts no ano passado. Como o órgão não controla essa produção caseira, o jeito foi cortar o funcionamento de 20% das grandes usinas eólicas e solares do país para estabilizar a rede.

O fim da tarde virou o momento mais crítico para a engenharia do setor. O pôr do sol zera a produção das placas de energia solar exatamente no horário em que os trabalhadores chegam em casa, acendem as lâmpadas e ligam os chuveiros elétricos. Para evitar o colapso do sistema nesse momento de pico de consumo, o governo aciona usinas térmicas de emergência, que cobram muito mais caro para produzir o mesmo volume de eletricidade.

Leia também: “Dinheiro público banca viagem de ao menos 135 servidores para o ‘Gilmarpalooza'”

Confira

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade