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Política

Governo Lula tentou evitar classificação de PCC e CV como terroristas

Presidente levou a Trump argumentos contra enquadramento das facções

Lula, durante discurso em reunião ministerial - 17/12/2025 | Foto: Reprodução/Youtube/Lula governo Lula
Lula, durante discurso em reunião ministerial — 17/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube/Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuou em diversas frentes para evitar que os Estados Unidos classificassem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Apesar disso, o governo norte-americano anunciou nesta quinta-feira, 28, a inclusão das facções na lista de grupos enquadrados pelo Departamento de Estado.

As tratativas do governo brasileiro ocorreram ao longo de pelo menos um ano e envolveram reuniões técnicas em Brasília, contatos diplomáticos entre autoridades dos dois países e um documento entregue pelo próprio Lula ao presidente dos EUA, Donald Trump.

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+ Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste

O principal argumento da gestão petista foi o de que PCC e CV são organizações criminosas voltadas ao lucro ilegal, e não grupos enquadráveis como terroristas pela legislação brasileira. Em maio de 2025, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que o Brasil não tem grupos terroristas em seu território, mas sim “organizações criminosas que se infiltraram na sociedade”.

Em outubro daquele ano, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, manifestou-se contra um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados que buscava equiparar facções a organizações terroristas. Na ocasião, ele afirmou que “grupos terroristas são organizações de outra natureza” e que o governo não tinha “nenhuma intenção de confundir os dois conceitos”.

Lula levou tema diretamente à Casa Branca

No começo de março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, depois que o Itamaraty tomou conhecimento de que Washington estudava anunciar a designação do PCC e do CV como terroristas.

Na ocasião, o governo brasileiro buscou convencer os EUA a não adotar a medida. Um dos receios apontados por integrantes do governo era o impacto sobre a soberania brasileira. A então ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que, “pela legislação internacional, terrorismo dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país”.

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No início deste mês, durante reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, o tema voltou a ser tratado. Na ocasião, o petista entregou ao presidente norte-americano um documento com argumentos contrários ao enquadramento das facções como terroristas.

Apesar das manifestações do governo brasileiro, os EUA anunciaram nesta quinta-feira a classificação do PCC e do CV como terroristas. A medida, segundo Rubio, passa a valer a partir de 5 de junho.

Leia também: “Um Judiciário fora da lei“, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 306 da Revista Oeste

3 comentários
  1. MNJM
    MNJM

    Incrível como o governo apoia o crime organizado. Soberania é o povo poder andar nas ruas sem medo , as comunidades viverem sem o comando da bandidagem. O povo de bem tem que agradecer ao governo americano.

  2. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Impressionante o empenho desse desgoverno para proteger seus asseclas. É nojento um presidente (?) “comprar” a briga de bandidos, terroristas (sim) e de marginais de toda espécie. Queria ver todo esse esforço utilizado no sentido de combater o crime organizado e de proteger a população honesta, trabalhadora e pagadora de impostos altíssimos, mas desde sempre é fato óbvio e ululante que esquerdistas adoram proteger a escória da sociedade.

  3. Eduardo
    Eduardo

    “Impacto sobre a soberania brasileira”.
    Ainda vale a máxima : a soberania é um dos últimos refúgios dos canalhas.

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