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Política

Haddad cobra prazo para aporte de R$ 4 bi do governo do Distrito Federal no BRB

Ministro da Fazenda pressiona o governador Ibaneis Rocha a capitalizar o banco estatal, depois de prejuízos ligados ao Banco Master

Haddad é um dos cotados para suceder a Lula nas próximas eleições I Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Haddad é um dos cotados para suceder a Lula nas próximas eleições I Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o governo do Distrito Federal estabeleça um prazo para realizar o aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília (BRB). O BRB apresenta insuficiência patrimonial desde as tentativas frustradas de adquirir o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP), o Master vendeu mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB.

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Durante a acareação realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de 2025, o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, declarou que a instituição teve um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões com os aportes ao Master. A dimensão total do rombo está sendo analisada pelo Banco Central e por outra auditoria independente.

Diante deste cenário, a União entende que cabe ao governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco estatal, injetar recursos para cobrir o prejuízo.

Tentativa do BRB de comprar o Master foi barrada pelo Banco Central

As negociações para a compra do Banco Master pelo BRB se arrastaram desde o ano passado e chegaram a ser formalmente submetidas ao Banco Central. A operação previa a incorporação de ativos e carteiras de crédito do banco controlado por Daniel Vorcaro. Era parte da estratégia de expansão do BRB para além do Distrito Federal.

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Durante a análise do pedido, técnicos da autoridade monetária identificaram fragilidades relevantes na situação financeira do Master, incluindo riscos elevados associados às carteiras de crédito negociadas com o BRB.

Em setembro de 2025, o BC decidiu negar a autorização para a aquisição do Master, o que encerrou as tratativas. Pouco tempo depois, a autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, apontando irregularidades na gestão e inconsistências em operações de crédito.

Leia também: “O Lupanário: Moraes, o Banco Master e a lógica do poder sem limites”, reportagem publicada na Edição 302 da Revista Oeste

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