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Política

Suicida de Brasília usou fogos de artifício e explosivos

Secretário de Segurança Pública do DF afirma que Francisco Wanderley utilizou ‘materiais diferentes’ para o ataque na Praça dos Três Poderes

Praça dos Três Poderes
Depois de atirar explosivos contra prédio do STF, Wanderley se matou na Praça dos Três Poderes | Foto: Montagem/Revista Oeste

Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, teria utilizado fogos de artifício e explosivos na ação. Os materiais usados pelo homem foram apreendidos e devem passar por perícia da Polícia Federal (PF), que assume as investigações iniciadas pelas polícias Civil do Distrito Federal e Santa Catarina.

Em entrevista a Oeste, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, afirma que existem “dois fatos” nos artefatos utilizados no atentado do homem-bomba. 

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“Um é o material encontrado dentro do carro, que se assemelha a fogos de artifício, mas o material que ele utilizou contra o STF e se matar, assim como da casa, é diferente”, explica. “Será feita a perícia, mas não são fogos de artifício.”

Sandro Avelar também declara que, embora as primeiras apurações mostrem que Francisco Wanderley teria agido sozinho no ataque, ainda é “precipitado dizer que não houve ajuda”.

Homem-bomba morava em Brasília havia 3 meses

Francisco Wanderley Luiz tinha se mudado de Santa Catarina para o Distrito Federal havia três meses. O homem residia em uma casa em Ceilândia, onde militares localizaram dois explosivos durante varredura no local, nesta quinta-feira, 14. 

Perguntando por Oeste se o homem teria se mudado para a capital com objetivo de cometer o atentado, Sandro Avelar diz ser “cedo” para confirmar. “Mas é muito possível que sim, porque as informações da Polícia Civil de Santa Catarina indicam que ele planejava este ato há um tempo”. 

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A Polícia Civil do DF, por meio da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), em conjunto com a corporação de Santa Catarina, foram as responsáveis pelos primeiros levantamentos do caso. 

Atentado na Esplanda 

Na noite desta quarta-feira, 13, Francisco Wanderley Luiz morreu logo depois de promover um atentado com explosivos na Praça dos Três Poderes, em Brasília. 

Uma testemunha relatou a dinâmica do caso. O depoente disse ter escutado “cerca de duas explosões” no sentido do estacionamento da Câmara dos Deputados e, na sequência, viu o suspeito se aproximar com uma mochila da Estátua da Justiça, em frente ao STF. 

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Francisco parou em frente ao monumento, pegou um extintor e uma blusa, a qual foi lançada contra a estátua. Ele foi surpreendido pelo único segurança que estava no local no momento que tirou os artefatos da mochila, ordenou que o homem não se aproximasse e mostrou um relógio digital. 

Francisco Wanderley caminhou com os artefatos até a lateral do local, lançando os explosivos, que estouraram. Na sequência, ele teria deitado no chão, onde acabou morrendo em meio a uma nova explosão. 

Luiz anunciou o ataque nas redes sociais. “Vamos jogar?”, interpelou ele, em uma mensagem. “Polícia Federal, você têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda: William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso. Vocês quatro são velhos cebôsos (sic) nojentos. Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc. Início, 17h48 horas do dia 13/11/2024. O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte.”

1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Por quê um louco queria explodir o STF? Tem muitas hermenêuticas na côrte mas só vale a de Alexandre o glande

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