publicidade
Política

Hugo Motta critica Tebet; ministra acusou Congresso de 'sequestrar' o Orçamento

Presidente da Câmara afirmou que o Poder Legislativo exerce prerrogativa constitucional decidir sobre a alocação de recursos públicos

Motta Tebet
Atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta é da Paraíba e integra o Republicanos, partido do centrão I Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta sexta-feira, 30, a afirmação da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que disse que parte do orçamento foi “sequestrada” pelo Congresso Nacional.

Em postagem no X, o parlamentar negou a ideia de que o Congresso tenha se apossado de atribuições do Executivo. De acordo com ele, o Poder Legislativo exerce uma prerrogativa constitucional ao “debater, emendar e decidir” sobre a alocação de recursos públicos.

“Nenhuma instituição que integra o regime democrático ‘sequestra’ o Orçamento”, afirmou Motta. “O Congresso exerce uma prerrogativa constitucional: debater, emendar e decidir sobre a alocação dos recursos públicos. Isso não é desvio é equilíbrio entre os poderes.”

O deputado afirmou que foi “equivocada” a fala de Tebet sobre as emendas parlamentares, que “dão voz aos Estados, aos municípios e às prioridades reais da população”. Para o presidente da Câmara, divergências fazem parte do processo democrático, mas é preciso “cuidado com palavras que deslegitimam o papel do Parlamento”.

A fala de Tebet sobre o Orçamento — e que rendeu resposta de Hugo Motta

A declaração de Simone Tebet ocorreu em evento no Insper, em São Paulo, durante o lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público. Ela discursou na ocasião.

Em sua fala, a ministra afirmou que “parte das despesas do Orçamento foi confiscada” por um Congresso “cada vez mais dependente” de verbas. Ela também citou o uso “muitas vezes eleitoral” dos recursos por parte dos parlamentares.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Tebet disse não ser contra as emendas, mas criticou o volume que congressistas podem manusear “sem planejamento e sem atender o interesse da sociedade”.

“Parte das despesas do Orçamento, que é livre, foi confiscada, sequestrada por um Congresso Nacional cada vez mais dependente do Orçamento, com um objetivo, muitas vezes, eleitoral”, disse a ministra. “Não sou contra emenda, mas não emenda parlamentar que dê direito a uma única pessoa manusear R$ 60 milhões todos os anos, sem planejamento, sem atender o interesse da sociedade.”

Leia também: “Inflado e ineficiente”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Aínda nao entendi pq falam tanto em democracia ,estado democratico se o regime está mais parecido com a República Democrática da Alemanha e a República Democrática da Coreia do Norte.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade