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Política

Idosa presa pelo 8/1 divide cela com homicidas e traficantes

Adalgiza Maria Dourado sofre de depressão profunda dentro do presídio

Adalgiza Maria Dourado, presa pelo 8 de janeiro, sente vergonha de estar no cárcere | Foto: Reprodução/Redes sociais
Adalgiza Maria Dourado, presa pelo 8 de janeiro, sente vergonha de estar no cárcere | Foto: Reprodução/Redes sociais

Adalgiza Maria Dourado está presa há dez meses, em razão dos atos do 8 de janeiro. Além disso, a idosa, de 65 anos, é obrigada a dividir a cela com homicidas e traficantes.

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Segundo Luiz Felipe Cunha, que integra a defesa de Adalgiza, a idosa tem de dividir o mesmo espaço com uma criminosa que matou a própria filha. De acordo com o advogado, a mulher cometeu o crime “para ficar com o genro”.

Idosa presa pelo 8 de janeiro sente vergonha de estar encarcerada

Esse é um dos motivos que fazem Adalgiza sentir vergonha de estar presa. “Ela nunca precisou passar por uma ocorrência policial”, afirma Célia Regina, irmã da idosa.

Em entrevista à edição desta quarta-feira, 16, do Jornal da Oeste, Célia afirmou que Adalgiza acorda todos os dias com vontade de morrer. Isso ocorre porque a idosa sofre de depressão profunda, pensamentos suicidas, crises de ansiedade e comorbidades dentro do Presídio Feminino do Distrito Federal, conhecido como Colmeia.

Célia representa uma das centenas de famílias que clamam por anistia. Ela afirma estar esperando “misericórdia e compaixão” do Judiciário brasileiro.

A dor da saudade

Antes de ser presa, Adalgiza trabalhava como voluntária em uma instituição que cuida de idosos em Brasília. Célia afirma que a irmã sempre teve um coração cristão. Além disso, disse que aquelas pessoas sentem falta de Adalgiza todos os dias. A idosa precisa lidar com a saudade do trabalho, da família e dos amigos.

Adalgiza Maria Dourado está presa no Presídio Feminino do Distrito Federal, em razão dos atos do 8 de janeiro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Adalgiza Maria Dourado está presa no Presídio Feminino do Distrito Federal, em razão dos atos do 8 de janeiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Cunha ainda disse que Adalgiza é dopada com remédios fortes todos os dias. A idosa adquiriu arritmia cardíaca dentro da prisão. De acordo com o advogado, o presídio não tem condições para tratar da saúde da custodiada.

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