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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de colaboração premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que buscava retomar negociações após conversa com seu advogado, Sérgio Leonardo, no STF. Gonet considerou que as provas obtidas nos celulares de Vorcaro já equivalem a uma delação e desconfia de suas intenções. Vorcaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde ficará em isolamento sanitário por dez dias, na mesma cela que o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou uma nova tentativa da defesa de Daniel Vorcaro para retomar as negociações de um acordo de colaboração premiada. Os relatos dos bastidores são de que Gonet “fechou as portas” para qualquer negociação.
O advogado Sérgio Leonardo, que representa Vorcaro, conversou reservadamente com Gonet na semana passada, no Salão Branco do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Leonardo disse que Vorcaro pretendia apresentar uma nova proposta e revelar informações de interesse dos investigadores.
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Gonet, porém, teria recusado a proposta imediatamente. Uma fonte que acompanha as negociações disse que a defesa tentou retomar o assunto, mas “Gonet fechou as portas”. As informações são do jornal O Globo.
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A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República veem a tentativa de mais uma delação de Vorcaro com desconfiança. A análise é que o ex-banqueiro tenta um “truque” para sair da prisão, mas não não demonstra disposição real para confessar os crimes efetivamente.
Para Gonet, celulares de Vorcaro já são como uma delação
Outro ponto que Gonet leva em conta é a quantidade de provas que os investigadores encontraram nos documentos e nos celulares de Vorcaro. Para eles, só as informações que conseguiram na análise dos aparelhos é o mesmo que uma delação.
O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, determinou na quinta-feira 25 a transferência de Vorcaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Antes, o banqueiro estava na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Vorcaro permanecerá na mesma cela do ex-presidente Jair Bolsonaro por pelo menos dez dias para um “isolamento sanitário”. A Vara de Execuções Penais recomendou a medida para evitar a disseminação de doenças depois da transferência.
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa também cumpre prisão na Papudinha. Os investigadores esperam que Costa seja outro potencial colaborador. Nesse cenário, Mendonça ordenou que o batalhão adote as “providências necessárias para preservar a incomunicabilidade entre os custodiados presos em razão da denominada Operação Compliance Zero”.
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Segundo o ministro, “a medida deverá ser implementada de forma proporcional e compatível com a rotina administrativa e de segurança da unidade, sem prejuízo da observância dos direitos mínimos assegurados às pessoas privadas de liberdade”.
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