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Política

Indiciamento da PF surpreende defesa de Bolsonaro

Advogados do ex-presidente divulgaram nota em que destacam que pretendem esclarecer os fatos

Segundo a defesa de Bolsonaro, ‘jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta’ | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo a defesa de Bolsonaro, ‘jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta’ | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal (PF) movimentou o cenário político. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), surpreendeu a equipe que atua na defesa do ex-chefe do Executivo.

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O ex-presidente e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram formalmente acusados, na quarta-feira 20, por coação no curso do processo da suposta tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. Segundo a denúncia, o ex-presidente e seu filho tentaram restringir o funcionamento dos Poderes constitucionais.

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Eduardo Bolsonaro explica, em inglês, seu indiciamento pela Polícia Federal | Foto: Reprodução/X

Nesta quinta-feira, 21, os advogados de Bolsonaro divulgaram nota em que destacam que pretendem esclarecer os fatos apontados, conforme o prazo estipulado pelo relator do caso. Segundo a defesa do ex-presidente, “jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta”.

Acusações e prazos para defesa de Bolsonaro

Moraes afirmou, na mesma decisão, que Bolsonaro violou restrições estabelecidas pelo STF e voltou a praticar atos ilícitos. O ministro também mencionou que a PF encontrou indícios de que o ex-presidente teria elaborado um plano para deixar o país. Bolsonaro tem até a noite desta sexta-feira, 22, para apresentar a defesa.

A investigação, concluída recentemente, apurou condutas de coação durante a tramitação da Ação Penal n° 2.668 na Suprema Corte, referente a uma suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. O processo envolve oito réus e abrange denúncias de organização criminosa, tentativa de golpe e de abolir o Estado Democrático de Direito.

Repercussão internacional

O indiciamento ocorre em meio a sanções impostas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, que classificou a investigação como “caça às bruxas”.

Há também pressão sobre ministros do STF, com possíveis sanções previstas na Lei Magnitsky para Moraes. A partir de agora, o relatório elaborado pela PF será enviado à Procuradoria-Geral da República, que avaliará se apresentará denúncia à Corte ou se optará pelo arquivamento do caso.

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