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Política

Indígenas de São Gabriel da Cachoeira (AM) denunciam abusos e pedem saída de ONGs

Lideranças afirmam que grupos do terceiro setor fazem promessas, captam dinheiro do Fundo Amazônia, mas não concluem obras

conselho consultivo amazônia - itaú - bradesco - santander
Indígenas viajaram até 14 dias para participar de diligência da CPI | Foto: Foto: Divulgação/Agência Brasil

Durante diligência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, em Pari-Cachoeira, distrito de São Gabriel da Cachoeira (AM), mais de cem indígenas denunciaram supostos abusos praticados pelo Instituto Socioambiental (ISA).

Conforme lideranças, o ISA promete melhorias para a comunidade, mas não as cumpre. Segundo documentos da CPI, a ONG captou R$ 12 milhões do Fundo Amazônia para um projeto que seria “vago e amplo”, que durou quatro anos para ser feito, porém, não saiu do papel.

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O cacique Domingos Brandão, da etnia dos tucanos, afirmou que um criadouro de peixes estava entre as obras que seriam executadas pelo ISA, mas não foi concluída. “Usam nosso nome apenas para ganhar dinheiro”, disse Brandão, a Oeste, na quinta-feira 31, ao criticar a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, que teria relações com o ISA.

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O cacique Domingos Brandão mostra o criadouro de peixes que teria sido uma promessa descumprida pela ONG ISA – 31/9/2023 | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

Além de Brandão, outros indígenas se pronunciaram. Um professor que se identifica como Tule, da etnia coripaco, afirmou que o ISA paga pouco pela pimenta produzida pelos indígenas e a revende por um preço muito maior a uma fábrica na Irlanda, sem dividir a participação dos lucros. “Ganham um bom dinheiro em cima do nosso conhecimento”, disse. “Mas e nós?”

Silvio, dos baniwas, teceu críticas à Associação Indígena da Bacia do Içana (Oibi). Segundo o homem, a Oibi recebeu R$150 mil para construir um galpão voltado ao artesanato local, no entanto, o projeto continua sem ser realizado.

Para chegar ao local do encontro da CPI das ONGs, indígenas da região de São Gabriel da Cachoeira viajaram 14 dias.

Leia também: “Os picaretas da Amazônia”, reportagem publicada na Edição 91 da Revista Oeste

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7 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Estão aí na Amazônia par roubar, desviar dinheiro ,

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Como sempre foi ditos , essas ONGs são picaretas, testa de ferro, porque não vão para o nordeste?

  3. Marisa
    Marisa

    Já que os ministros do supremo podem fazer tudo que bem entendem, inclusive, determinar diligências com base em notícias publicadas pela imprensa, por que não dar 24 horas para essas ONG’s explicarem as denúncias desses brasileiros indígenas?

  4. Christian
    Christian

    Viajar 14 dias para protestar, isto é que eu chamo de Indios Machos.
    Coisa que é difícil encontrar nos brasileiros.

  5. Silva lilica
    Silva lilica

    Ministro a..m…ministro a…m……e vamos dançar a dança dos caciques…

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