O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reavalia contratos firmados com instituições financeiras depois de identificar consignados ativos registrados em nome de crianças e adolescentes. A apuração ganhou força neste ano, quando o órgão verificou liberações que totalizam cerca de R$ 12 bilhões, valor divulgado pelo portal UOL.
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A presidência analisa um conjunto de quase 763 mil operações. Cada empréstimo movimenta, em média, R$ 16 mil e retira parcelas diretamente de benefícios destinados ao público infantil. A faixa entre 11 e 13 anos concentra o maior número de registros.
Liberações pelo INSS estão concentradas em 2022
Um levantamento interno apontou mais de 395 mil contratos formalizados em 2022. Bancos usaram o Benefício de Prestação Continuada e pensões por morte para validar a concessão dos consignados.
A revisão ocorre sob a gestão de Gilberto Waller Júnior, que assumiu o comando do instituto depois da saída de Alessandro Stefanutto. Ele deixou o cargo em meio às repercussões do escândalo que envolve descontos irregulares em remunerações de aposentados e pensionistas. A Polícia Federal prendeu Stefanutto na semana passada.
Mesmo com a revogação da regra que autorizava consignados para menores, em agosto, os contratos anteriores continuam ativos e passam por nova análise.
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