O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta uma crise interna no Fórum de Integração Brasil Europa (Fibe), instituto que fundou em Portugal. Uma candidatura de oposição inesperada rompeu a expectativa de uma recondução formal da atual diretoria e gerou uma disputa direta pelo controle da entidade. A informação é do jornal O Globo.
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Criado em 2021 em Lisboa, o Fibe funciona na prática como uma extensão do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição de ensino superior de Gilmar Mendes, gerida por seu filho. O rompimento ocorreu quando o atual vice-presidente do fórum, o economista José Roberto Afonso, decidiu enfrentar o grupo do magistrado. Afonso, que é professor do IDP e era aliado próximo do ministro, agora defende uma reforma estatutária para transformar a entidade em um think tank.
Mobilização de aliados de Gilmar Mendes no Judiciário
A reação do entorno de Gilmar Mendes foi imediata para evitar a derrota na assembleia-geral marcada para esta quinta-feira. O grupo do ministro montou uma força-tarefa para pressionar os mais de 300 associados a fornecerem procurações ou votarem pela reeleição da chapa de continuidade, presidida pelo português Vitalino Canas. O movimento visa a impedir que Afonso assuma o comando do projeto coletivo.
Figuras de peso do cenário jurídico brasileiro entraram na campanha para blindar a atual gestão. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, endossaram publicamente a chapa alinhada ao decano. Ambos possuem vínculos estreitos com o IDP e enviaram uma carta aos associados, por meio do e-mail institucional do Fibe, defendendo a manutenção do grupo atual.
Crise e captação de recursos
O racha no instituto, sediado em Portugal, ocorre em um momento de sensibilidade para o decano e outros ministros da Corte. O Fibe é conhecido no meio jurídico por sua capacidade de atrair patrocínios e realizar eventos que reúnem a elite política e judiciária dos dois países. Os aliados de Gilmar Mendes veem o gesto de oposição de José Roberto Afonso como uma tentativa de “captura” de uma estrutura consolidada sob a influência do IDP.
A assembleia desta manhã definirá se o ministro manterá o controle absoluto sobre o braço internacional de sua fundação ou se a entidade passará por mudanças estruturais. O embate revela fissuras em um grupo que, até então, mantinha uma atuação homogênea em eventos acadêmicos e jurídicos na Europa. A disputa agora transcende o campo das ideias e se torna uma batalha por influência e gestão de recursos na capital portuguesa.
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Queremos que boca mole se ferre de uma vez
A casa de beiçola tá começando a cair.
Está na hora de separar o bem do mal – o joio do trigo – tomara haja uma virada e essas excrescências sejam varridas do cenário brasileiro para sempre. E colocados no lugar de onde nunca deveriam ter saído.
Torço pela briga e derrocada desse agrupamento de “progressistas”. Nada do que possa sair de um grupo tão selecionado como esse servirá para ajudar o povo e fortalecer a verdadeira democracia, dá qual já dá para sentir muitas saudades.