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Política

Itaipu compra 3 mil hectares de terras no Paraná, por R$ 240 milhões

Acordo da hidrelétrica com a AGU, Funai, Incra e Ministério dos Povos Indígenas busca 'reparar danos às comunidades Avá-Guarani'

Evento da celebração do acordo entre Itaipu, AGU, Incra, Funai e Ministério dos Povos Indígenas
Evento da celebração do acordo entre Itaipu, AGU, Incra, Funai e Ministério dos Povos Indígenas | Foto: Emanuelle Sena/ Ascom

A Advocacia-Geral da União (AGU) firmou, nesta segunda-feira, 24, um acordo emergencial com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Itaipu Binacional, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério dos Povos Indígenas. O objetivo foi a aquisição de 3 mil hectares de terras no Estado do Paraná.

Com um investimento inicial de R$ 240 milhões pela Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, o acordo, conforme o órgão, “busca reparar danos históricos às comunidades indígenas Avá-Guarani causados pela construção da hidrelétrica”. Estima-se que mais de 5 mil pessoas, em 31 comunidades indígenas no oeste do Paraná, serão beneficiadas.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, presente na cerimônia, declarou que “o Estado brasileiro, por meio do trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF), da AGU, Funai e de tantos outros órgãos, está entregando dignidade para essas comunidades”. “É o primeiro passo de outros tantos que precisam vir”, afirmou Messias.

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O acordo prevê, ainda, a recuperação ambiental das áreas compradas. Além disso, há menção sobre a responsabilidade da Itaipu Binacional em instalar sistemas de abastecimento de água potável, energia elétrica e saneamento básico. Também devem ocorrer a construção de unidades de saúde e escolas e o melhoramento das já existentes.

Impactos do acordo feito pela Itaipu Binacional

Nota do Ministério da Gestão fala em 'reparação por danos históricos causados às comunidades indígenas'
Nota do Ministério da Gestão fala em ‘reparação por danos históricos causados às comunidades indígenas’ | Foto: Jhon Braga/Ascom-MGI

Messias destacou que “esses 3 mil hectares são uma compensação básica”. “É um primeiro pagamento, e ainda pequeno, desta dívida que o Estado brasileiro tem com essas comunidades”, disse. “Esse é um ato de justiça para que não haja mais violência com os Avá-Guarani.”

Também presente no evento, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, mencionou que o esforço para firmar esse acordo é um modelo a seguir. Dessa forma, seria possível resolver conflitos de terra em outras regiões. Ela afirmou haver uma sensibilidade dos dirigentes da Itaipu no processo de conciliação.

Leia também: “Hidrelétrica sem lei”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 261 da Revista Oeste

Marcaram presença na cerimônia o diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a presidente da Funai, Joenia Wapichana, e o presidente do Incra, César Fernando Schiavon.

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1 comentário
  1. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    Opa! Quero vender também uma terrinha para a Itaipu.

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