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Política

Itamaraty ataca tarifas impostas por Trump: 'Injustificáveis'

No entanto, órgão não apresentou medidas retaliatórias contra os EUA

mauro vieira - governo lula - donald trump
O chanceler Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, durante depoimento à Comissão de Relações Exteriores | Foto: Pedro França/Agência Senado

O governo brasileiro criticou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio provenientes de todos os países, medida anunciada nesta terça-feira, 12.

Em um comunicado oficial, o Itamaraty classificou a decisão como “injustificável e equivocada” e alertou para os impactos negativos que ela terá sobre as exportações brasileiras, que, em 2024, totalizaram US$ 3,2 bilhões apenas nos setores afetados.

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Além da elevação das tarifas, os EUA também cancelaram todos os arranjos vigentes relativos a quotas de importação desses produtos, o que, segundo o governo brasileiro, compromete ainda mais a relação comercial entre os dois países.

O Brasil ressaltou que a decisão de Washington fere o histórico de cooperação econômica entre os dois países e reforçou que os EUA mantêm um superávit comercial expressivo com o Brasil, que, em 2024, chegou a US$ 7 bilhões apenas em bens.

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Para o Ministério das Relações Exteriores, a imposição de barreiras unilaterais contradiz os princípios do comércio internacional e prejudica a economia de ambos os países. “No caso do aço, as indústrias do Brasil e dos EUA mantêm, há décadas, relação de complementaridade mutuamente benéfica”, argumentou.

O comunicado destacou ainda que o Brasil é o terceiro maior importador de carvão siderúrgico dos EUA (US$ 1,2 bilhão) e o maior exportador de aço semi-acabado para aquele país (US$ 2,2 bilhões, cerca de 60% do total importado pelos EUA), insumo considerado essencial para a indústria siderúrgica norte-americana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com jornalistas no gramado sul, antes de embarcar no Marine One na Casa Branca, em Washington, DC – 28/2/2025 | Foto: Nathan Howard/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com jornalistas na Casa Branca | Foto: Nathan Howard/Reuters

Diante da gravidade da situação, o governo brasileiro afirmou que atuará de forma coordenada com o setor privado para minimizar os impactos negativos sobre os produtores nacionais. “O governo do Brasil buscará, em coordenação com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos EUA”, diz o comunicado.

O Brasil também planeja avaliar medidas retaliatórias e não descarta levar a questão para a Organização Mundial do Comércio. O governo federal defende avaliar “todas as possibilidades de ação no campo do comércio exterior, com vistas a contrarrestar os efeitos nocivos das medidas norte-americanas, bem como defender os legítimos interesses nacionais”.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

5 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Esse desgoverno tem que parar de cuspir no prato que come.

  2. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    O PT só coordena corrupção e falcatruas!
    Quero ver a retaliação!

  3. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Esse itamaraty é um bando de comunista, já vissecomunista acertar alguma coisa, comunista são ladrões e terrorista e narcotraficante

  4. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Esse itamaraty é um bando de comunista, já vissecomunista acertar alguma coisa, comunista são ladrões e terrorista e narcotraficante

  5. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Alguém tem que explicar ao senhor em questão, que decisões sobre imposto de importação cabem somente ao país importador. Ele não tem nada a ver com isso. Se os EUA acham que é bom para eles, dane-se o Brasil. O problema é que o Brasil importa muito aço da China, por exemplo. Isso não prejudica os produtores locais? Que o Brasil pare de importar aço da China e use o que é produzido aqui e que não vai conseguir vender para os EUA.

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