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Política

Nikolas rebate Janja e intensifica críticas ao PL da Misoginia

Parlamentar afirma que projeto restringe a liberdade de expressão e promete atuar contra votação

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que chamou o apelido de “gastadeira” de misoginia, e se opôs ao projeto de lei que criminaliza essa prática. Em discurso na Câmara dos Deputados, ele afirmou que a proposta restringe a liberdade de expressão e que continuará a trabalhar para impedir sua votação.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu a declaração da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, de que o apelido de “gastadeira” seria um exemplo de misoginia e voltou a criticar o projeto de lei que criminaliza a prática.

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados na terça-feira 14, o parlamentar afirmou que continuará atuando para impedir a votação da proposta e disse que o texto busca restringir a liberdade de expressão.

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“Você não pode criticar os gastos da Janja, porque senão é misoginia|, disse. “Você não pode criticar o projeto da misoginia, senão é misoginia”.

Nikolas afirmou que o projeto “não passa de narrativa” e classificou a proposta como um “desserviço para a sociedade brasileira”. Segundo ele, além de votar contra o texto, trabalha para impedir que ele seja apreciado pelo plenário.

A declaração de Janja

Janja da Silva, em cerimônia do 'Dia da Memória da Covid' - 11/05/2026 | Foto: Reprodução/YouTube
Janja da Silva, em cerimônia do ‘Dia da Memória da Covid’ – 11/5/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

A declaração ocorre dois dias depois de Janja afirmar, em entrevista ao UOL, que o apelido de “gastadeira” é um caso de “misoginia pura” que circula nas redes sociais para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira-dama respondeu a críticas sobre viagens oficiais e cobranças por maior transparência em sua atuação.

O projeto é relatado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que articula, com o Palácio do Planalto, a votação da proposta antes do recesso parlamentar. O texto já teve o regime de urgência aprovado, mas enfrenta resistência da oposição e de bancadas cristãs.

A proposta inclui a misoginia na Lei do Racismo, prevendo pena de dois a cinco anos de prisão e multa. O parecer também aumenta a punição quando o crime for cometido por pessoas com grande alcance nas redes sociais ou com objetivo de obter vantagem econômica, audiência ou engajamento. Tabata afirma que o texto busca punir condutas criminosas contra mulheres, sem impedir críticas nem opiniões.

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