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Política

Itamaraty chama representante dos EUA para prestar esclarecimentos

Encontro ocorre depois de a embaixada norte-americana em Brasília manifestar apoio a Bolsonaro

O assessor especial da presidência, Celso Amorim (à esq), e o presidente Lula, durante recepção ao presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, no Palácio do Itamaraty - 1/6/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim (à esq), e o presidente Lula, durante recepção ao presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, no Palácio do Itamaraty - 1/6/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores chamou Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre uma manifestação oficial da representação norte-americana em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Oeste confirmou a informação com interlocutores do Planalto.

Gabriel Escobar representa oficialmente a diplomacia norte-americana no país desde que os Estados Unidos ainda não nomearam um novo embaixador no governo Trump.

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Itamaraty rechaça declaração de Trump

A nota publicada pela embaixada reproduz uma declaração do presidente Donald Trump e afirma que Bolsonaro virou alvo de perseguição política. Esse posicionamento gerou desconforto no Itamaraty.

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Bolsonaro responde a processo no Supremo Tribunal Federal, acusado de chefiar uma organização criminosa que planejou um suposto golpe de Estado. O Tribunal Superior Eleitoral tornou o ex-chefe do Executivo inelegível por abuso de poder político ao reunir embaixadores no Palácio da Alvorada durante seu mandato.

Confira a nota da Embaixada dos EUA em Brasília

“Jair Bolsonaro e sua família têm sido fortes parceiros dos Estados Unidos. A perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil. Reforçamos a declaração do presidente Trump. Estamos acompanhando de perto a situação. Não comentamos sobre as próximas ações do Departamento de Estado em relação a casos específicos.”

Leia mais: “Itamaraty rebate críticas da The Economist e defende atuação de Lula”

Neste domingo, Trump afirmou que já assinou as cartas que notificam os governos estrangeiros | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
A nota publicada pela embaixada reproduz uma declaração do ex-presidente Donald Trump e afirma que Bolsonaro virou alvo de perseguição política | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

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3 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Somos trouxas e otários?
    Golpe aconteceu sim, mas foi em novembro de 22.
    Mais que isto, começou com a publicação da revista Crusoé que mostrava o Tóffoli na lista de propinas na Odebrecht.
    De la pra cá o clã se viu.
    São mesmo mentirosos e espoliadores.
    Começaram o plano do golpe.
    Tiraram o condenado da cadeia, pisaram sobre o esboço de uma democracia que acontecia no período eleitoral em 22 com vários candidatos à presidência e forjaram a vitória do condenado.
    Logo após, já em janeiro de 23, o planalto sem guardas, punhal em prática o plano para o escândalo internacional.
    Como mentirosos são, fingiram uma surpresa e indignação.
    Logo eles, que não respeitam a constituição, que provaram não terem princípios morais, já prendendo anteriormente Daniel Silveira que tinha imunidade parlamentar.
    E como em todo filme desclassificado, fecham novamente a porta com mais uma mentira: exigir explicação dos EUA.

    Que declarem guerra então. Continuem!

    “Ou deixar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”!

  2. ELIAS
    ELIAS

    O Itamaraty finge indignação com a manifestação da embaixada norte americana que anuncia estar vendo o fato: perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Mas não viu nada demais em Lul@ declarar apoio a Cristina Kirchner nem ao envio de jato da FAB para dar fuga à ex Primeira dama do Peru condenada também por corrupção.

  3. Fabian Berman
    Fabian Berman

    Tenho que registrar minha indignação com a política externa do Brasil que nos aproxima de ditaduras e nos distancia das democracias do ocidente.

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