A indicação de Jorge Messias para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e tudo que a cerca deixam ainda mais ululante a falta de qualquer coisa (noção, consciência, vergonha, modos) na vida nacional.
Em primeiro lugar, vem a escolha de Lula. O presidente da República não foi original ao escolher um homem da sua confiança, mas nunca a conveniência pessoal ficou tão explícita. Mais até do que quando ele indicou o seu próprio advogado.
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Como se fosse a coisa mais natural do mundo, a imprensa nativa noticiou que Lula não quis correr “riscos” ao indicar Messias. Ou seja, ter alguém no STF que possa contrariar de algum modo os seus interesses.
Fomos lembrados mais uma vez de que Lula se decepcionou muito com os ministros que, indicados anteriormente por ele e pela companheira Dilma, votaram pela sua prisão no âmbito da Lava Jato, sem imaginar que tinham uma dívida de gratidão com o chefão petista e o seu partido.
Messias indicado, temos a segunda falta de qualquer coisa. Descontente por não ter conseguido emplacar o nome do amigão Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o STF, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu retaliar Lula com uma “pauta-bomba”. A bomba é explodir de vez as contas de um governo já perdulário, como se o Legislativo não tivesse nada a ver com isso. Como se o país não tivesse.

Alcolumbre também trabalha ativamente para que Messias não tenha o nome aprovado pelo Senado e, para tanto, marcou a sabatina do sujeito para 10 de dezembro, dando pouquíssimo tempo para que o indicado tente convencer uma maioria de senadores a chancelar o seu nome.
A chicana institucional continua com Lula pensando em adiar a sabatina, sob o argumento de que ela não pode ser marcada enquanto o Palácio do Planalto não enviar ao Senado o papelzinho da comunicação oficial da indicação de Messias.
O preço da indicação de Messias, todos sabemos, só vai ficando mais alto para os pagadores de impostos.
Por fim, temos a terceira falta de qualquer coisa, da parte de ministros do STF. Eles agora acham que podem fazer campanha por este ou aquele nome, como se o Tribunal fosse uma loja de maçonaria.

Na Suprema Maçonaria, Pacheco parece ter perdido força como “nosso candidato” (a expressão é do decano, que compartilhava a preferência com Alexandre de Moraes). Já o nome de Messias foi abraçado entusiasticamente por André Mendonça (ambos são evangélicos) e por Nunes Marques.
Os dois ministros indicados por Jair Bolsonaro fazem um corpo a corpo junto a senadores em prol do indicado por Lula, enquanto senadores bolsonaristas estimulam Alcolumbre a impor uma derrota histórica ao indicado petista. É curiosa falta de qualquer coisa.
Em meio à campanha, o ministro Mendonça foi sorteado para ser o relator da ação contra Messias, atual advogado-geral da União, por prevaricação no caso da fraude do Instituto Nacional do Seguro Social. Felizmente, a suspeição foi praticamente abolida no STF.
Termino estas mal-traçadas com o trecho de um poeminha de Gregório de Matos, que vem bem a propósito de momento tão pouco singular na sua singularidade:
Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Quem a pôs neste rocrócio?… Negócio.
Quem causa tal perdição?… Ambição.
E no meio desta loucura?… Usura.
Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.
Leia também: “Tomar o poder”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 298 da Revista Oeste
Foram assassinados em plena luz do dia em Brasília, com requintes de supremas atrocidades, covardia, premeditação, crueldade, sadismo, malevolência, perversidade, malignidade, essetefismo patológico, gangrena funcional, malquerença, após anos de TORTURAS PROCESSUAIS CRÔNICAS, desrespeito funcional, o Estado Democrático de Direito, a Constituição Federal, o Devido Processo Legal, o Juiz Natural, a presunção de inocência, a decência, a honra e a esperança. Mesmo que após ser aberta a Caixa de Pandora, o que sobrou foi a ESPERANÇA, essa, por ser um sentimento incrustado nos humanos, será cremada em 04/10/2026 em Praças Públicas de todos os Estados da finada Federação. Os assassinos vestiam longas togas pretas, fugiram sorrateiramente, uns abdicando dos anéis para salvarem os dedos, outros engofados pelos próprios egos, tomaram rumos incertos e não sabidos, uns tantos outros vivem disfarçados de aposentados e pensionistas do que restou do também falecido INSS, para fingirem serem iguais aos outros pobres mortais. Nos atos crematórios do dia 04/10/2026, será obrigatória a leitura do epitáfio lavrado por José Dirceu de Oliveira e Silva.
“Quem quer alterar a legislação Penal ou Constitucional, tem que ir ao Congresso Nacional. O Judiciário não é. O Problema é que o Supremo Tribunal Federal, não sei porque esse nome Supremo, entendeu. Corte Constitucional, primeiro devia tirar todos os poderes do Supremo e ser uma Corte Constitucional. Depois que Judiciário não é Poder da República. A nossa Constituição estabeleceu Três Poderes, mas só existem Dois Poderes ELEITOS que têm soberania popular, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário é um órgão, que se assume os poderes do Executivo e Legislativo abertamente, porque quando um Ministro do Supremo Federal avoga pra si um Decreto Presidencial sobre um INDULTO que é exclusiva competência discricionária do Presidente, nós estamos caminhando para uma ditadura da toga.” A homilia será lida pelo senhor Joesley Batista, antigo freguês do REGIME.
“ E no final, a realidade é essa. NÓIS não VAI ser preso. NÓIS sabemos que NÓIS NUM vai. Vamos fazer tudo, menos ser preso. Surtou por causa do Zé. Não, surtou porque NÓIS SABE se NÓIS entregar o Zé, NÓIS ENTREGA o Supremo. Eu falei pro Marcelo. Ô Marcelo, “ cê “ quer pegar o Supremo? Quero. Pega o Zé. Guarda o Zé que Zé ENTREGA o Supremo.”
Será obrigatório, compulsório, sem qualquer direito de quaisquer contestações, o comparecimento de todos os 213 milhões de pequenos tiranos soberanos que dominaram os espaços digitais de Banânia, seguindo ditatorial sentença togada antes do seu passamento jurídico. Dado e passado em 05 de Outubro do finado ano de 1988, que será publicado em todas as ágoras de Banânia para que ninguém tenha a ousadia de desconhecer os agrilhões.
O poema é , salvo engano, de Gregório de Matos escrevendo acerca da cidade do Salvador.
Tem horas que fico com a impressão, que estamos num reality fictício de horror, e que logo voltaremos a realidade, mas será que ainda resta alguma esperança ?
Cada qual mais safado que o outro, enyre politicos e juristas se salva muito poucos. Vamos povo brasileiro aprender votar. Ja faz muitos anos que Pelé, avisou e até hoje não aprenderam.
E você acredita que essa gente ainda tem medo de urna?