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Política

Judeus do governo Lula se calam diante de declarações sobre o Holocausto

Procurados por Oeste com questões a respeito dessa fala, a ministra Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, não deram retorno até o fechamento da matéria

O senador Jaques Wagner é líder do governo no Senado Federal | Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
O senador Jaques Wagner é líder do governo no Senado Federal | Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Integrantes da comunidade judaica que atuam no governo federal se mantêm em silêncio em relação às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou as ações de Israel em Gaza às dos nazistas e de Hitler no Holocausto.

Leia mais: “Israel declara que Lula é persona non grata no país”

Procurados por Oeste com questões a respeito dessa fala, a ministra Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, não deram retorno até o fechamento desta matéria.

Tal ausência de resposta, na opinião do presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), Ricardo Berkiensztat, impede que, mesmo dentro de uma atuação pública, eles sejam considerados representantes da comunidade judaica.

“Eu não classificaria [eles] como representantes judeus, porque eles não são representantes da comunidade judaica, né?” Segundo o presidente-executivo, todos aqueles que têm um bom senso e conhecimento da história “não vão comparar o Holocausto a nada”.

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Leia mais: “O silêncio dos chefes do Legislativo em relação às declarações de Lula”

“O Holocausto é algo incomparável”, prosseguiu Berkiensztat. “Portanto, eu acho que as declarações do Lula foram infelizes, desonestas historicamente dizendo, e todos aqueles que têm caráter ou todos aqueles que têm bom senso deveriam criticar o presidente por essa declaração.”

Ele não aceita a tese de que o governo federal está apenas criticando o governo israelense. Para ele, a declaração de Lula ultrapassou qualquer limite.

“Você criticar o Netanyahu, o Exército de Israel é democrático”, afirmou o dirigente. “Você associar ao Holocausto se torna algo antissemita. E desprovido de contexto histórico.”

Declarações do presidente brasileiro

Lula
Lula deu declarações depois de pergunta sobre a UNRWA | Foto: Ricardo Stuckert/PR

No domingo 18, Lula definiu como “genocídio” e “chacina” a resposta de Israel na Faixa de Gaza aos ataques do grupo terrorista Hamas a Israel, em 7 de outubro. Ele comparou a ação israelense ao extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas, sob o regime de Adolf Hitler no período da Segunda Guerra Mundial.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico”, disse Lula, antes de completar. “Aliás, existiu, quando o Hitler resolveu matar os judeus.”

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A resposta veio depois de questionamento a respeito do fim da ajuda financeira de alguns países à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês).

A agência foi acusada de ter funcionários que participaram dos ataques do Hamas. Embaixo da sede da agência, agentes das Forças de Defesa de Israel também encontraram um túnel construído pelo grupo extremista.

Depois das declarações, Israel considerou que Lula é persona non grata. O embaixador brasileiro, Frederico Meyer, foi chamado para uma reunião, fora do protocolo diplomático, com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, no Museu do Holocausto.

Katz mostrou ao embaixador brasileiro imagens de judeus em campos de concentração e testemunhos registrados de familiares que foram perseguidos pelos nazistas, entre eles seu avô.

A maneira pela qual a reunião em Jerusalém foi conduzida irritou o governo brasileiro, que convocou o embaixador Daniel Zonshine para tomar satisfações, no Rio de Janeiro, com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Além disso, Lula chamou o embaixador Meyer para uma reunião no Brasil.

10 comentários
  1. MIGUEL ALEXANDRE
    MIGUEL ALEXANDRE

    A incoerência da esquerda lulopetista é absurda e cega…

  2. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Os ministros não se pronunciaram por serem petista, portanto não tem caráter.

  3. ELIAS
    ELIAS

    O presidente abriu mão de disfarces e exibe com certo orgulho até, o seu antissemitismo. Os seus seguidores o tem, na falta de qualquer outra liderança política com potencial eleitoral, como um ícone, um semi-deus. Os que são judeus de nascimento, ao se curvarem em adoração a essa besta, abdicam de seu judaísmo e passam a repetir as falas antissemitas de seu mestre e assim se tornam seres desprezíveis e abjetos.

  4. Rubens Bussacos
    Rubens Bussacos

    Nesse caso é o Lulismo prevalecendo sobre a fé, o dinheiro e poder fala mais para esses Petralhas.

  5. Joao Batista Martins
    Joao Batista Martins

    O MAIOR LADRÃO DA HISTÓRIA DOS GOVERNOS MUNDIAL não está caduco, senil ou qq outra coisa, parece que está seguindo um script para tumultuar as relações internacionais,escrito por alguém que está acima dele oara

  6. Carlos José Pinto
    Carlos José Pinto

    Se antes o mundo via o Lula como um dirigente folclórico, inculto, mas bem intencionado, hoje leva choques diários tamanha a ignorância que exala aos quatro ventos mundo a fora. Biografia destruída! Vergonha nacional!

  7. Max Sertami
    Max Sertami

    Lula e seus aliados mais próximos sempre se posicionaram contra Israel e o povo judeu, portanto, a aliança entre o lulopetismo e os terroristas do Hamas só surpreende uma minoria de ignorantes ou imbecis. Então, a maioria dos brasileiros (inclusive a maioria dos que votaram para recolocar o corrupto na presidência), sempre soube perfeitamente do posicionamento lulopetista nesta questão.

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