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• Governo Lula acusou família Bolsonaro de colaborar com processo que levou ao tarifaço.
• Nota classifica integrantes da família como “falsos patriotas” movidos por objetivos eleitoreiros.
• Planalto acionará Lei da Reciprocidade e retomará discussão do caso na OMC.
Nesta quinta-feira, 16, o governo Lula acusou a família Bolsonaro de colaborar com a investigação comercial dos Estados Unidos, que resultou na imposição do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
De acordo com o Planalto, o processo “faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”.
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Os filhos do ex-presidente seriam “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.
Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve nos EUA para discutir o tema e tentar evitar a imposição das tarifas.
Nenhum representante oficial do governo Lula participou das negociações em território norte-americano.
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No mesmo documento, o governo anunciou que vai acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza o Brasil a responder a barreiras comerciais impostas por outros países.
O palácio informou que vai retomar o caso perante a Organização Mundial do Comércio.
O Planalto afirmou ainda que “não há justificativa para medidas unilaterais” contra o Brasil.
Segundo a nota, os EUA acumularam superávit de aproximadamente US$ 430 bilhões na balança de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.
O governo também informou que, em 2025, 76% das importações norte-americanas entraram no Brasil sem pagar imposto de importação e que a alíquota média efetivamente aplicada sobre esses produtos foi de 3%.
Planalto rebate argumentos apresentados para tarifaço
Na nota, o governo afirmou que não reconhece “a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio”, mas disse que participou das negociações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA ao longo do último ano. Segundo o texto, o Brasil apresentou “evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas”.
O Planalto também contestou as justificativas apresentadas pelos EUA para impor as tarifas. A nota afirma que “são descabidas as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”.
O governo acrescentou que “o Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital” e que “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade”. Também declarou que, desde 2023, reduziu “drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, “63 das 78 intervenções feitas por representantes do setor privado brasileiro e norte-americano” nas audiências públicas foram contrárias ao tarifaço.
A nota informa ainda que o governo continuará buscando novos mercados para os produtos brasileiros e cita os acordos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre-Comércio e Singapura.
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