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Justiça Federal bloqueia R$ 3,5 bilhões de réus na Lava Jato

Valores são referentes à esquema envolvendo pessoas ligadas ao Grupo Petrópolis e a Odebrecht que ocorreu entre 2006 e 2014

Valores são referentes à esquema envolvendo pessoas ligadas ao Grupo Petrópolis e a Odebrecht que ocorreu entre 2006 e 2014

A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de R$ 3,5 bilhões de sete réus da Operação Lava Jato acusados de crimes de lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa. Os acusados são pessoas ligadas ao Grupo Petrópolis, tidos como responsáveis por envolvimento em um esquema que movimentou aproximadamente R$ 1,1 bilhão entre em favor da Odebrecht, entre os anos de 2006 e 2014.

Os réus Altair Roberto de Souza Toledo, Márcio Roberto Alves do Nascimento, Naede de Almeida, Roberto Luís Ramos Fontes Lopes, Vanusa Regina Faria, Weder Faria e Wladimir Teles de Oliveira são acusados de participação em organização criminosa voltada à prática dos seguintes delitos: lavagem de dinheiro para o Grupo Odebrecht; pagamento de valores indevidos decorrentes de desvios na Petrobras; pagamentos travestidos de doações eleitorais realizadas pelo Grupo Petrópolis no interesse do Grupo Odebrecht; recebimento, pelo Grupo Petrópolis, de valores pagos no exterior pelo Grupo Odebrecht; simulação de negócios jurídicos para acerto de contas entre o Grupo Petrópolis e o Grupo Odebrecht e utilização de programa de regularização cambial para legalizar valores oriundos de diversos crimes, como os de corrupção.

A denúncia, feita pelo Ministério Público Federal (MPF), foi oferecida em 13 de dezembro do ano passado, e aceita em 26 de fevereiro. A manifestação é fruto da 62ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em 31 de julho de 2019. Essa fase apurou o envolvimento de executivos do Grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro desviado de contratos públicos, especialmente da Petrobras, pela Odebrecht. Foram denunciados Walter Faria, proprietário do Grupo Petrópolis, e outras 22 pessoas ligadas ao Grupo, ao Antígua Overseas Bank e ao departamento de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht.

*Com informações do MPF-PR

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