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Política

Justiça manda Maranhão devolver R$ 141 milhões retirados de estatal por Dino

O caso chegou à Justiça por meio de uma ação popular; o Estado ainda pode recorrer

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O juiz considerou a transferência do recurso executada pelo governo Dino como 'indevida' | Foto: José Cruz / Agência Brasil

O juiz Clodomir Sebastião Reis, da 3ª Vara Cível da Seção Judiciária do Estado, deu um ano de prazo para que o governo do Maranhão devolva aos cofres da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) cerca de R$ 141,2 milhões.

O governo transferiu o dinheiro da Emap para o Tesouro estadual entre 2017 e 2018, durante a gestão do então governador Flávio Dino. A estatal é responsável pela administração do Porto do Itaqui, que teve o controle cedido pela União ao Estado maranhense.

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De acordo com a sentença obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo, nesta terça-feira, 17, o juiz considerou a transferência “indevida”.

Na decisão, o magistrado destacou que o convênio entre a União e o Estado prevê que os recursos arrecadados pela Emap devem ser usados apenas para investimentos no Porto do Itaqui.

O caso chegou à Justiça ainda durante o governo Dino por meio de uma ação popular. A decisão não é definitiva e o Estado ainda pode recorrer.

Governo Dino e Emap defendem a legalidade dos repasses

Ao se manifestar no processo, o governo Dino alegou que as receitas obtidas pela Emap são da estatal. A companhia, por sua vez, disse que a redução do seu capital social e o repasse ao Tesouro estadual estavam amparados na lei.

Ao rejeitar esses argumentos, o juiz disse que “a empresa estatal não detém a titularidade das receitas portuárias, mas tão somente a sua administração”.

Segundo o magistrado, “o convênio de delegação transferiu ao Estado do Maranhão e à empresa estatal a administração e a exploração do Porto do Itaqui, vinculando expressamente a destinação da receita portuária à manutenção e investimento na atividade portuária”.

Agência reguladora alertou sobre manobra

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), reponsável pela regulação do setor, alertou sobre a manobra do governo maranhense para descumprir os termos do convênio firmado com a União.

A Antaq chamou a atuação do governo maranhense de “modo furtivo para a retenção de receitas oriundas das atividades portuárias”.

Leia também: “Inquérito sobre respiradores volta ao STF e cai nas mãos de Dino”

Ao justificar a transferência do recurso para o Tesouro estadual, a Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento alegou excesso no capital social da Emap.

O que diz o governo do Maranhão

Em nota, o governo do Maranhão defendeu a transparência dos seus atos e disse que ainda não foi formalmente notificado da decisão. A sentença é do dia 9 de junho.

Em outro trecho, o governo estadual disse que “prestará todos os esclarecimentos devidos no momento oportuno”.

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3 comentários
  1. Mário Abranches da Silva
    Mário Abranches da Silva

    Botar as mãos no que produz é o lema do rocambole, o estado MA é o mais pobre em tudo , rico apenas na corrupção!

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