O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) expediu, na terça-feira 26, uma ordem de prisão contra Luiz dos Santos Rocha, suspeito de ser o tesoureiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Luiz Conta Dinheiro, como era conhecido, morreu duas semanas antes. Ele teria sido assassinado em virtude de dissidências internas da facção.
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A justificativa do juiz Fernando Baldi Marchetti, responsável por expedir a ordem de prisão, é que Rocha não voltou da saída temporária.
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Luiz Conta Dinheiro cumpria pena em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo, na Penitenciária Nestor Canoa — Mirandópolis 1, no interior paulista.
De acordo com o portal Metrópoles, por volta das 17h de 12 de março, Rocha morreu depois de sofrer tiros em Atibaia, interior de São Paulo. Ele estava a caminho de casa, dentro de um veículo, depois de receber o benefício da primeira saída temporária de 2024.
Como Luiz Conta Dinheiro não retornou à cadeia, a Secretaria da Administração Penitenciária instaurou investigação interna por suposta “falta disciplinar de natureza grave”.
A recaptura de Luiz Conta Dinheiro
A pasta do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) também pediu à Justiça que o preso, já morto, voltasse ao regime fechado e perdesse o direito às saidinhas. O governo estadual enviou ofício ao juiz de execução penal em 19 de março, uma semana depois do assassinato.

Ao apreciar o pedido, o juiz Marchetti, do Departamento Estadual de Execução Criminal de Araçatuba, no interior paulista, decretou a suspensão do regime semiaberto de Luiz Conta Dinheiro.
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Na decisão, o juiz também expediu mandado de “recaptura com urgência” contra o tesoureiro do PCC.
Racha do PCC
Investigadores atribuem a morte de Luiz Conta Dinheiro ao racha que divide a alta cúpula do PCC. A disputa de poder envolve Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da facção, e antigos aliados.
Os dissidentes são Roberto Soriano, o Tiriça; Abel Pacheco de Andrade, o Abel Vida Loka; e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Eles receberam apoio de pelo menos mais dois líderes históricos do PCC: Daniel Vinicius Canônico, o Cego, e Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal.
O principal motivo do conflito do PCC, que já é considerado histórico, seria um diálogo gravado entre Marcola e policiais penais federais, na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Na ocasião, o líder máximo do PCC afirma que Tiriça seria um “psicopata”.
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A declaração foi usada por promotores durante o julgamento de Tiriça, que recebeu uma pena de 31 anos e seis meses de prisão, em 2023, por ser o mandante do assassinato da psicóloga Melissa de Almeida Araújo.
A fala de Marcola teria sido interpretada pelos antigos aliados como uma espécie de delação.
Tiriça, Vida Loka e Cego faziam parte da alta cúpula do PCC desde 2002, quando Marcola escalou na hierarquia e assumiu o controle do grupo criminoso. Andinho e Funchal também são integrantes da facção há décadas e chegaram a assumir postos de liderança.
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So mandou prender pq tava morto.
O interessante é q se não tivesse saidinha ele estaria vivo. Mais uma razão para acabar com as saídas temporárias. Com esse exemplo afetando o campo amigo, com certeza Luladrão não vai vetar o famoso projeto do Derrite