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Política

Justiça nega pedido para suspender cota trans na UnB

Para o juiz federal Francisco Valle Brum, não há ilegalidade na política adotada

bandeira trans
O movimento trans abriga as pessoas transgênero, não-binárias e de outras identidades de gênero que não se alinham com o sexo atribuído ao nascer | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça Federal do Distrito Federal negou o pedido da associação Matria – Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil para suspender a política de cotas para pessoas trans no vestibular da Universidade de Brasília.

A entidade contestou a reserva de 2% das vagas dos cursos de graduação a partir do Vestibular 2026, com argumento de que a universidade teria criado uma nova modalidade de ação afirmativa sem respaldo legal e com critérios excessivamente subjetivos.

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Segundo a associação, a política violaria princípios como igualdade e moralidade administrativa.

A Matria já havia acionado a Justiça contra outras instituições que adotaram medidas semelhantes, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Entendimento do juiz sobre as cotas para trans

Justiça de São Paulo diverge sobre responsabilidade da Enel
Juiz optou por manter cotas trans em universidade federal | Foto: Reprodução/Freepik

Ao negar a tutela de urgência, o juiz Francisco Valle Brum, da 21ª Vara Federal Cível, afirmou que não há ilegalidade na política adotada e ressaltou a autonomia universitária prevista na Constituição para a criação de ações afirmativas.

O magistrado também afastou o argumento de que a cota se baseia apenas em autodeclaração, destacando a previsão de comissões de verificação, nos moldes de outras políticas afirmativas.

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A decisão cita precedentes do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e de Tribunais Regionais Federais que reconhecem a constitucionalidade de medidas semelhantes.

Com isso, a reserva de vagas permanece válida. O processo segue em tramitação e ainda terá análise do mérito.

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2 comentários
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Parabéns justiça brasileira, de mal a pior fazendo do nosso Brasil o país do carnaval e futebol e do pão e circo .

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