A Justiça de São Paulo revelou a existência de uma estrutura informal de poder encarregada de gerenciar a empresa de ônibus Transunião. Pessoas sem nenhum registro nem cargo formal na concessionária de transporte público controlavam as movimentações financeiras e ditavam as ordens internas na companhia. A polícia investiga o uso da firma em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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O esquema veio à tona depois de a Operação Última Parada prender o vereador paulistano Senival Moura (PT). Documentos obtidos pelo portal Metrópoles mostram que o parlamentar atuava como o chefe real dessa engrenagem oculta. Mesmo longe do quadro oficial de sócios da Transunião, o político funcionava como uma instância superior de deliberação para autorizar a circulação informal de recursos.
Bloqueio de contas pode atingir cifras de R$ 30 bilhões
A análise de dados bancários, documentos apreendidos e mensagens telefônicas confirmou que o grupo criminoso desviava grande parte das receitas da concessionária por meio do caixa paralelo. O juiz do caso determinou o afastamento imediato de toda a diretoria oficial e decretou intervenção estatal na Transunião para assegurar a continuidade do serviço nas linhas de transporte.
A força-tarefa do Ministério Público de São Paulo cumpriu cinco mandados de prisão e outras 104 ordens de busca e apreensão na capital, na Grande São Paulo, no litoral, no interior paulista e em Minas Gerais. O despacho inicial confiscou bens e travou R$ 194 milhões de forma imediata. A decisão judicial ressalta que o congelamento total de patrimônios e contas bancárias dos suspeitos pode alcançar a cifra de R$ 30 bilhões.
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