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Política

Leilão de arroz: deputado pede investigação de ex-assessor de ex-secretário do Ministério Agricultura

Há suspeitas da relação de Robson França com sócios das empresas que intermediaram o certame

Para o vice-líder da oposição na Câmara, Sanderson (PL-RS), a Bolívia "deu um exemplo de coragem" | Foto: Paulo Valadares / Câmara dos Deputados
No documento, Sanderson alegou suposto conflito de interesse envolvendo a participação de empresas vinculadas a França | Foto: Foto: Paulo Valadares / Câmara dos Deputados

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) acionou a Procuradoria-Geral da República pedindo a investigação do ex-assessor Robson França, que trabalhava com o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, na época em que Geller era deputado federal.

No documento, Sanderson alegou suposto conflito de interesse envolvendo a participação de empresas vinculadas a França na intermediação da compra de arroz no leilão realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Mais cedo, depois de anunciar a suspensão do leilão — em virtude da desconfiança sobre a capacidade de as empresas vencedoras entregarem o produto –, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que Geller colocou o cargo a disposição e foi demitido.

Há suspeitas da relação de França com sócios das empresas que intermediaram o certame. Sanderson mencionou que recebeu em seu gabinete uma denúncia sobre uma possível fraude no leilão da Conab. O caso também foi revelado pelo portal Agrolink. Além disso, o ex-assessor teria sido sócio do filho de Geller.

“Lotes do leilão de arroz teriam sido intermediados pela Bolsa Mercadorias de Mato Grosso (BMT) e pela Foco Corretora, ambas de propriedade do Sr. ROBSON FRANÇA, ex-assessor parlamentar de Neri Geller”, argumentou Sanderson.

“Tais fatos, em conjunto, indicam a possível existência de conflito de interesses envolvendo a participação de empresas vinculadas a França na intermediação de compra de arroz em leilão realizado pela Conab”, continuou o deputado.

A Folha de São Paulo, o ex-assessor disse que o fato de ter trabalhado com Geller não pode ser usado como indício de irregularidade no processo. “Eu saí da assessoria, fui tocar a minha vida, mexer com outros projetos, outras frentes”, disse. “Tenho que parar a minha vida porque trabalhei no ano de 2020 com um parlamentar?.”

Além disso, explicou ter uma “relação política e profissional” com Geller e seu filho. “Não somos amigos”, continuou. Oeste tenta localizar a defesa de Robson França. O espaço segue aberto.

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3 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Mas Sr França, não é assim que funciona o mecanismo? E falemos de pessoas honestas como o deputado Detran Dalagnol.

    1. Daniel BG
      Daniel BG

      Corretor ortográfico cruel. Correção, por favor.
      Leia-se Deltan.

  2. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    O o diz Augusto Nunes , dois detetives resolvem em 2 minutos e bota na prisão esses aliados de Lula .

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