Durante a cerimônia de assinatura de contratos para a construção de embarcações no Estaleiro Rio Grande, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi alvo de vaias enquanto dividia o palco com o presidente Lula (PT), nesta terça-feira, 20. O evento, realizado no Polo Naval, reuniu trabalhadores da Petrobras e membros de movimentos sociais.
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Logo no início, as manifestações contrárias começaram quando o nome do governador foi citado pelo cerimonial e se intensificaram durante o discurso da prefeita Darlene Pereira (PT), que agradeceu a Leite pela cooperação. Ao tentar discursar, Leite foi constantemente interrompido e expressou descontentamento: “É um ambiente institucional, não é um comício eleitoral”.
Leite pede respeito e fala em união nacional
Em meio ao barulho, Leite pediu respeito. “Este é o amor que venceu o medo?”, questionou o governador. “Não, né? Vamos respeitar, por favor. Estou aqui cumprindo meu dever institucional. Eu e o presidente fomos eleitos pelo mesmo povo. Somos diferentes. Mas a gente não precisa pensar igual. É importante que pensemos no Rio Grande do Sul, no Brasil, e é isso que fazemos quando trabalhamos de forma coordenada.”
Ainda assim, as vaias persistiram. Leite, que se posiciona como opositor a Lula, mas não integra a base de Jair Bolsonaro (PL), também comentou o cenário político do PSD, partido que apoia Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) para a disputa presidencial, mas cogita nomes como Ratinho Júnior (PSD-PR) e o próprio Leite.
“Na última eleição, o Brasil teve um presidente eleito por 50,8% dos votos, 49% da população votou em outro candidato”, destacou Leite. “Se vocês desejam união e reconstrução, não simplesmente hostilizem quem pensa diferente. Isso não leva a lugar nenhum. A efetiva união que a gente quer para o nosso país envolve respeito, respeito às funções, às pessoas, aos ambientes.”
Ele também ressaltou que a hostilidade pode aumentar divisões e pediu atenção do governo federal à Região Sul. Lembrou de esforços para atrair uma montadora ao Estado e criticou o desequilíbrio federativo, citando benefícios fiscais da Sudene. “Fizemos um grande esforço para atrair uma montadora de veículos para o Rio Grande, mas infelizmente há um profundo desequilíbrio federativo que precisa ser corrigido. A Sudene [Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste] oferece 75% de redução de Imposto de Renda”, reclamou Leite. “Não estou culpando o presidente. É uma distorção histórica.”
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Bem feito ! Esse cara não vale nada … tem de ser banido nas próximas eleições !
A esquerda brasileira não é adepta ao diálogo, a não ser que seja para concordar com eles. Pobre daquele que se alia com essa gente.
Falácias reticentes …
Pagando o preço da subserviência: detestado pela direita, odiado pela esquerda.