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Política

Líder do PL na Câmara pede que PGR revise prisões do 8 de janeiro

O deputado Sóstenes Cavalcante acionou o Ministério Público em razão da prisão domiciliar da cabeleireira Débora dos Santos, que manchou estátua com a frase 'perdeu, mané'

líder sóstenes cavalcante - pl - pgr - 8 de janeiro
Sóstenes Cavalcante defende que mais réus do 8 de janeiro devem deixar a prisão | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, solicitou, neste sábado, 29, à Procuradoria-Geral da República (PGR) que reavalie as prisões preventivas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O pedido foi feito depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defender a transferência de Débora dos Santos — que estava presa aguardando julgamento — para prisão domiciliar.

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Débora, que manchou com batom a frase “perdeu, mané” na estátua A Justiça, teve o benefício concedido nesta sexta-feira, 28, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No pedido enviado à PGR, Sóstenes argumenta que os fundamentos utilizados para beneficiar Débora Rodrigues também se aplicam a outros réus do 8 de janeiro que seguem presos preventivamente. Para defender a prisão domiciliar da cabeleireira, Gonet afirmou que houve:

  • tempo excessivo de prisão preventiva;
  • ausência de periculosidade concreta; e
  • fato de ela ser responsável por filhos menores de idade.

8 de janeiro: Sóstenes pede reflexão à PGR

Paulo Gonet
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, em pé, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal | Foto: Antonio Augusto/STF

Para o líder do PL na Câmara, a revisão do entendimento do Ministério Público e a concessão do benefício da prisão domiciliar devem ser estendidas a casos similares. No pedido, o deputado fala em isonomia e coerência institucional.

“Tais fundamentos não são exclusivos da mencionada ré”, escreveu Sóstenes. “Há, atualmente, diversos cidadãos ainda mantidos em prisão cautelar em condições processuais e pessoais similares, inclusive em contextos menos gravosos.”

O parlamentar defende que a atuação da PGR deve refletir não apenas a busca por responsabilização, mas também o respeito aos direitos e às garantias fundamentais. Conforme Sóstenes, rever o posicionamento da instituição diante de novos acontecimentos fortalece sua legitimidade: “Essa reavaliação não enfraquece a instituição”, afirmou. “Pelo contrário, protege sua legitimidade e autoridade técnica.”

O caso Débora dos Santos

débora dos santos; stf
A cabeleireira Débora dos Santos, de 39 anos, com a família | Foto: Reprodução/Redes sociais

A cabeleireira Débora dos Santos deixou, neste sábado, 29, a Penitenciária Feminina de Rio Claro, no interior do Estado de São Paulo. Segundo a defesa, ela está em casa com a família: o marido e dois filhos menores de idade. O advogado Hélio Garcia Ortiz Júnior, que representa a cabeleireira, disse que a revogação de sua prisão é o “reconhecimento tardio de uma grande injustiça”.

Moraes colocou Débora em prisão domiciliar. Ela deverá cumprir uma série de exigências, como usar tornozeleira eletrônica, não acessar as redes sociais e nem conceder entrevistas. Se violar alguma medida cautelar, a cabeleireira pode voltar à prisão.

A decisão atendeu a um pedido da PGR, que acolheu, na última segunda-feira, 24, o pleito da defesa da cabeleireira para que ela aguardasse o julgamento em liberdade. Gonet destacou que Débora é mãe de dois filhos menores de 12 anos e que a investigação sobre sua participação nos atos de 8 de janeiro já foi concluída.

Moraes concordou com o chefe do Ministério Público Federal. “Na presente hipótese, estão presentes os requisitos legais necessários para a imposição das medidas cautelares”, escreveu o ministro, em trecho de sua decisão em favor da prisão domiciliar da cabeleireira.

Débora estava presa há dois anos, desde a oitava fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023. Ela foi denunciada por cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Leia também: “A marcha da insensatez”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 262 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

3 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Só mesmo muita ingenuidade para crer que este ridículo capacho Grosset terá uma única atitude decente em favor de cidadãos massacrados pela DITADURA ASSASSINA (há inocentes mortos na Papuda) , os deputados deveriam cuidar da anistia que os ladrões ditadores assassinos terroristas que dela se utilizaram e enriqueceram com indenizações e pensões à custa de suas vítimas negam a inocentes vítimas de sua crueldade, insanidade e desonestidade .. a saída tem de ser institucional antes que o povo tenha de optar pelas armas e se o fizer muito sangue jorrará … e quem sobreviver chorará !!!

  2. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    A PGR no se manifestou devido ao clamor popular. Esse indivíduo é um Zé ruela. Está debaixo do chapéu de ministro.

  3. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    DEPUTADO, não tem que revisar pena, tem que trabalhar pena anistia. Não se esconda!

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