Lula afirma que sobrevive com salário de R$ 27 mil pago pelo PT e que está devendo para advogados

'Acho que tenho que gastar tudo com eles', disse o ex-presidente
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Em 2018, Lula declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 8 milhões
Em 2018, Lula declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 8 milhões | Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula revelou como paga as contas todos os meses. “Hoje, eu sobrevivo do PT”, disse, em entrevista a um podcast do rapper Mano Brown, que foi ao ar na quinta-feira 9. “O PT me paga um salário, acho que é de R$ 27 mil”, contou, ao mencionar que vários membros da executiva da legenda recebem ajuda da sigla. O petista ocupa o cargo de presidente de honra do partido.

Sem revelar o valor, Lula contou que seu patrimônio está bloqueado em razão da Lava Jato. Segundo o ex-presidente, ele possui três imóveis, sendo um apartamento de 190 metros quadrados, onde mora atualmente, além de valores de palestras — entre abril de 2011 e maio de 2015, Lula recebeu R$ 25 milhões pelos eventos, segundo a Justiça. À época, a Polícia Federal viu suspeita de propinas.

“Quando for liberado, acho que eu tenho de gastar tudo com advogado, porque eu devo tá [sic] devendo a maioria”, afirmou. Em 2018, Lula declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 8 milhões, sendo o quarto presidenciável com mais dinheiro, atrás apenas do empresário João Amoêdo (Novo), do secretário Henrique Meirelles (MDB) e do escritor João Goulart Filho (PPL).

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Gratificação como ex-presidente

Os ex-presidentes do Brasil deixam o cargo, mas não perdem todos os privilégios. Eles têm direito, de forma vitalícia, a receber R$ 12 mil mensais, além de dois carros de luxo e até oito servidores pagos pelos cofres públicos.

A lei que garante o benefício foi sancionada pelo presidente José Sarney em 1986, depois alterada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e regulamentada por Lula em 2008. São beneficiários da lei: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, o próprio Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer.

Aos cofres públicos, os ex-presidentes brasileiros ainda vivos custam cerca de R$ 4,5 milhões por ano. Os gastos com servidores e veículos nos primeiros quatro meses de 2019 — que agora inclui Temer — chegaram a R$ 1,4 milhão.

Leia também: “Lula e a censura anunciada”, artigo publicado na Edição 76 da Revista Oeste

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