publicidade
Política

Lula quer criar nova 'classe média' com programas sociais

O petista afirmou que cerca de 90% dos brasileiros se beneficiam dessas iniciativas

lula classe média
Lula citou a recente derrota do governo na Medida Provisória relacionada ao IOF, ocorrida na quarta-feira 8, e criticou a resistência ao aumento de impostos | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante o anúncio de um novo formato para o crédito habitacional em São Paulo, nesta sexta-feira, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as políticas de inclusão social são essenciais para criar um tipo de nova “classe média”.

“Há uma necessidade da a gente continuar fazendo política de inclusão social para ver se a gente faz as pessoas subirem um degrau na escala social, para que a gente crie uma espécie de sociedade de classe média”, afirmou Lula.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O presidente reagiu às críticas e defendeu os programas sociais do governo federal, afirmando que cerca de 90% dos brasileiros se beneficiam dessas iniciativas.

Lula ainda citou a recente derrota do governo na Medida Provisória relacionada ao IOF, ocorrida na quarta-feira 8, e criticou a resistência ao aumento de impostos.

“Muita gente faz muitas críticas às políticas de inclusão social que nós fazemos, que é muito dinheiro para Bolsa Família e Pé-de-meia, mas acontece que somos uma sociedade em que 90% ganham menos de R$ 5 mil por mês”, disse.

Dados do IBGE e definição de classes sociais

Dados divulgados pelo IBGE, na quinta-feira 9, mostram que o rendimento médio mensal dos trabalhadores do país em 2022 foi de R$ 2.851.

Segundo o órgão, a classificação das classes sociais depende da renda familiar: a chamada classe C, ou “classe média baixa”, varia de R$ 3.500 a R$ 8.300, enquanto a classe B, ou “classe média alta”, vai de R$ 8.300 a R$ 26 mil, valores que podem mudar conforme a região onde vivem as famílias.

Lula critica Congresso

Lula criticou o Congresso Nacional por rejeitar projetos que beneficiariam fintechs e apoiar propostas que diminuem a arrecadação federal.

“Quando mando um projeto para que as fintechs ganhem mais, eles votam contra porque esse dinheiro poderia ser para a gente fazer um pouco mais de política de inclusão social”, afirmou Lula.

Leia mais:

Mais imposto

O petista mencionou a intenção de criar um novo imposto para o setor, depois de a Câmara dos Deputados rejeitar a medida provisória que igualava a tributação de fintechs à dos bancos tradicionais.

A expectativa do governo era arrecadar R$ 30 bilhões com a MP do IOF, mas o texto foi derrotado mesmo após acordos com parlamentares.

Durante o evento, o presidente também mencionou o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) e, em tom de brincadeira, disse que o Brasil já chamou aquele período de “república de invasão de condomínio”, perguntando se Boulos, ligado ao MTST, viveu essa fase.

Leia também: “Desespero e mortes no agro”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 291 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

6 comentários
  1. ELIAS
    ELIAS

    Quando esse governo fala que “vai criar uma nova classe média” leia-se: vamos passar a chamar os pobres de Classe Média, (isenção de IR para quem ganha até 5.000,00, lembrem-se) e cobrar mais imposto; e quem é Classe Média passará a ser chamado de Classe Rica e vamos aumentar o imposto cobrado dessa turma.

  2. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Nosso dinheiro do imposto vira moeda de compra de voto

  3. José Antonio Neves
    José Antonio Neves

    Senhores, sempre que vejo a quantidade de GOSTEI e NÂO GOSTEI apontados pelos leitores ao final das matérias, noto que há uma confusão entre NÓS LEITORES dobre o TEOR da matéria e SOBRE A REPORTAGEM EM SI. Gostar ou não do TEOR é diferente da RELEVANCIA DA MATÉRIA EXPLORADA/PESQUISADA PELA REVISTA. Gostar no meu entender significa dar valor a AO ASSUNTO reportado, que é bem diferente de não gostar/não gostar do que foi descrito. Teores podem ser indigestos, mas a relevância da matéria ser muito importante. Acho que a OESTE deveria normalizar isso esclarecendo os leitores.

  4. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Liderança medíocre,projetos inexistentes,povo escravo semelhante ao criador da frase.

  5. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    A escravatura contemporânea dos populistas, bolsas sociais, vínculos assistenciais, dependências monetárias. Os comunas querem o controle social e humano das populações mais carentes. É dar dinheiro para a ração, mas controlando o ir e vir, o pensar. Lembra a Revolução dos bichos, mas também 1984. Mas apenas uma mera coincidência.

  6. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Esse camarada conseguiu, por causa de votos, destruir o pouco que ainda restava de dignidade do povo bfasileiro

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade