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Política

Lulinha e caso Master impulsionam menções negativas a Lula nas redes

Mais de 90% das publicações analisadas concentraram citações desfavoráveis ao presidente

Lula da Silva: desfile virou problema na agenda política do petista | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
No período avaliado, foram identificadas 90 mil publicações, que atingiram aproximadamente 154 milhões de pessoas em diferentes plataformas digitais | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Um estudo recente da Brandwatch revelou que a maioria das menções ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, entre 19 horas de terça-feira, 4, e 7 horas desta quarta-feira 5, teve tom negativo.

Segundo a análise, as movimentações bancárias de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e os escândalos que envolvem o Banco Master concentraram 93% das menções desfavoráveis ao presidente.

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No período avaliado, foram identificadas 90 mil publicações, que atingiram aproximadamente 154 milhões de pessoas em diferentes plataformas digitais.

Não é a primeira vez que um levantamento da Brandwatch aponta menções negativas a Lula nas redes sociais.

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No mês passado, um estudo identificou indícios de uso de robôs para impulsionar manifestações virtuais em apoio ao presidente Lula durante a polêmica gerada pela homenagem feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro. A escola terminou na última colocação, e os jurados a rebaixaram.

O levantamento mostrou que, entre 15 e 18 de fevereiro, perfis no X apresentaram padrões considerados inorgânicos.

Em outro estudo, realizado no mesmo período, a Brandwatch identificou 242.630 menções ao tema em redes sociais, portais, blogs e outros canais digitais, com alcance aproximado de 1,1 bilhão de pessoas.

Entre as menções analisadas, 39% apresentaram teor negativo em relação à homenagem ao presidente Lula, enquanto 35% expressaram sentimento positivo e 26% permaneceram neutras.

Lulinha

Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, aparece citado nas investigações sobre a fraude bilionária no INSS como suposto sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Há suspeitas de que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil, segundo o relato de uma testemunha. A defesa de Lulinha, no entanto, nega todas as acusações.

As referências a Lulinha constam em três conjuntos de informações reunidas pela investigação, obtidas a partir da quebra de sigilo de pessoas ligadas ao Careca do INSS.

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O lobista está preso desde setembro do ano passado, sob suspeita de comandar o esquema.

Além disso, dados que constam de quebra de sigilo obtida pela CPMI do INSS revelam que Lulinha teria movimentado R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025.

Outros documentos da CPMI revelam que Lulinha recebeu de seu pai, o presidente Lula, R$ 721,2 mil em três transferências registradas em sua conta bancária. As operações ocorreram entre 2022 e 2023.

Escândalo do Banco Master

O caso do Banco Master envolve investigações sobre irregularidades financeiras atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal (PF) apura suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas atípicas relacionadas ao grupo.

Mensagens e documentos obtidos na investigação indicariam contatos do empresário com autoridades.

Leia também: “Lulopetismo rebaixado”, artigo de Adalberto Piotto, publicado na Edição 310 da Revista Oeste

Em alguns diálogos citados no inquérito aparece o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que gerou questionamentos sobre a natureza dessas referências.

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As apurações também mencionam interações que envolvem o ministro Dias Toffoli, do STF, no contexto das relações institucionais do banco e de seus representantes.

Relatos reunidos na investigação ainda citam encontros e interlocuções que mencionam o presidente Lula durante a crise enfrentada pela instituição.

As autoridades buscam esclarecer o alcance das irregularidades e a eventual participação de agentes públicos.

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