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Política

Mauro Cid deixa Batalhão de Polícia do Exército

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro firmou acordo de delação premiada

Mauro Cid
Cid estava preso desde 3 de maio | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

O tenente-coronel Mauro Cid deixou o Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, na tarde deste sábado, 9. A saída ocorreu pouco depois do acordo de delação premiada do militar, homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cid estava preso desde 3 de maio. Fora da cadeia, o militar terá de usar tornozeleira eletrônica, está proibido de sair de casa em determinados horários e impedido de desempenhar suas funções no Exército.

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Moraes suspendeu o porte de arma de Cid, assim como seu registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC). O militar ainda teve o passaporte retido.

A delação de Mauro Cid

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O tenente-coronel Mauro Cid terá de usar tornozeleira eletrônica | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Mais cedo, Moraes homologou o acordo de delação premiada do tenente-coronel. “Diante do exposto, concedo a liberdade provisória a Mauro Cesar Barbosa Cid, mediante a imposição cumulativa das seguintes medidas cautelares”, determinou o ministro.

Nesta semana, Cid fechou o acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. A delação se refere ao inquérito das milícias digitais e às investigações sobre a suposta venda de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro.

Leia mais: “Irmão de Janja é apoiador de Bolsonaro”

Moraes deu o aval para o ato, apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter sido contra a delação. O procurador Augusto Aras discorda de um entendimento do STF, manifestado em 2018, que dá autonomia para a PF conduzir as delações.

Anteriormente, as leis brasileiras estabeleciam que o processo deveria ocorrer desta forma: 1) a defesa de um investigado propõe o acordo de delação; 2) a PF decide se aceita; 3) o Ministério Público Federal valida ou não; e 4) o STF homologa.

A Oeste, interlocutores do militar haviam negado a delação, mas reconheceram que Cid estaria “contribuindo com as investigações”.

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