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Política

Mendonça dá mais prazo para renegociação de acordos de leniência da Lava Jato

Empresas que admitiram corrupção querem redução de multas

Ministro André Mendonça
Ministro André Mendonça resolveu atender a AGU e deu mais prazo para renegociação | Foto: Reprodução/@stf.mendonca

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e deu mais 30 dias a autoridades e empresas para concluírem a renegociação dos acordos de leniência firmados na Operação Lava Jato. Nesses acordos, empresas admitiram corrupção e aceitaram pagar multas para não ser processadas pelos crimes cometidos durantes os governos do PT.

Essa é a terceira vez que o prazo é prorrogado. A AGU disse que a greve dos servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) dificultou o desfecho das negociações. Em julho, o órgão alegou que já havia consenso com as empresas em relação aos principais pontos que envolvem os acordos de leniência e que faltava, apenas, concluir as discussões sobre o cronograma de pagamento das dívidas remanescentes e sobre os correspondentes clausulados. Ainda restam divergências quanto a esses pontos.

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Mendonça é o relator de ação proposta pelo Psol, pelo PCdoB e pelo Solidariedade que questiona os acordos de leniência firmados antes da formalização do Acordo de Cooperação Técnica (ACT), em 2020.

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Pedido de anulação de acordos de leniência foi feito por partidos de esquerda

coação mendonça
Empresas que admitiram corrupção participaram de audiência de conciliação no STF na segunda-feira, 26 de fevereiro | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Os partidos de esquerda, da base de apoio do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ainda alegam que existia, na Lava Jato, um “estado de coisas inconstitucional” e uma suposta atuação abusiva do Ministério Público Federal (MPF) nas negociações. Entretanto, as empresas que participam da renegociação já admitiram, diante de Mendonça, que não sofreram coação para assinar os acordos nos quais admitiram esquemas milionários de corrupção.

A primeira audiência de conciliação foi conduzida por Mendonça em fevereiro, com representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), da AGU, da Controladoria-Geral da União (CGU) e de empresas que participaram dos acordos. As empresas que participam das tratativas são a J&F, Novonor (antiga Odebrecht), Camargo Corrêa, UTC, Nova Engevix, Petrobras e Braskem.


Redação Oeste, com informações da Agência Estado

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2 comentários
  1. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Minha única curiosidade é saber quanto vai levar cada um que ajudar nessa lambança. Suspeito que o Toffoli deve ter levado uma baba. Vamos estimar quem mais vai levar.

  2. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Vão devolver a incomensurável grana roubada aos manés? nem duvidem mas aguardemos.

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