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Ministério da Segurança Pública será recriado; resta Bolsonaro bater o martelo

O nome do ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) tem o apoio maciço da bancada da bala. Mas uma reviravolta pode ocorrer e o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, assumir a pasta
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O nome do ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) tem o apoio maciço da bancada da bala. Mas o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, também está sendo cotado

Deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) garante que apoio a Fraga é unânime dentro da bancada da segurança pública | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente Jair Bolsonaro está decidido a recriar o Ministério da Segurança Pública. Oeste apurou com parlamentares e fontes do governo que a decisão está sacramentada. Resta bater o martelo sobre o nome.

Tido como o mais cotado para assumir a pasta, o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), amigo pessoal do presidente, pode ser preterido pelo atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres. No Parlamento, dizem que Bolsonaro convidou o secretário do governador Ibaneis Rocha (MDB) para chefiar o ministério.

A troca, se concretizada, seria uma reviravolta, dizem deputados. “Fraga era dado como certo”, diz um. Mas não há nada definido. Correligionários e aliados do ex-deputado da bancada da segurança pública ponderam que ele permanece no páreo. O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) sustenta que é unânime o apoio pelo ex-deputado federal. “O país está cheio de cozinheiro querendo fazer cirurgia. Segurança pública tem que ser conduzida por um policial”, defende.

Apartidária

O parlamentar fez carreira na Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) e avalia que a área não pode ser comandada por um militar do Exército. “Em São Paulo mesmo temos um general ocupando a secretaria de segurança [General João Camilo Pires de Campos]. O que ele faz? Não sabe nada. Pode entender de guerra, mas nunca foi para uma guerra”, sustenta Tadeu, integrante da bancada da bala.

A defesa por Fraga é apartidária. O presidente da bancada da segurança pública, Capitão Augusto (PL-SP), apoia a indicação. Tadeu, que não é da base pesselista de apoio direto ao governo, também. Ou seja, não seria uma indicação do Centrão. “Ele reúne condições para ser ministro. Não basta ser só conhecedor da segurança pública. Precisa ter outras virtudes. Foi policial, parlamentar, é amigo do presidente, então, portanto, não há como falar contra”, explica.

Torcida

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) é membro da bancada da segurança, vice-presidente de Fraga no diretório distrital do Democratas e vice-líder do partido na Câmara. E garante que o ex-deputado tem seu apoio. “O melhor nome seria Alberto Fraga, devido a sua experiência política e, principalmente, por ter sido inocentado de todas as falsas acusações contra ele, demonstrando não existir nada que deponha contra a sua honra!”, destaca.

A torcida por Fraga é forte, mas Torres aparece forte no páreo. Ele fez carreira na Polícia Federal. Dentro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, circulam informações que o secretário do Governo do Distrito Federal (GDF) é bem cotado e avaliado pelo ministro da pasta, André Mendonça, e pelo ministro-chefe da Secretaria Geral, Jorge Oliveira.

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4 comentários

    1. Meus Deus do céu! Não sei quem é o pior o Fraga ou o Torres! Bolsonaro vai deixar a PF e PRF nas mãos desse povo? O sonho do Ibaneis é ter acesso a PF.

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