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Política

Ministras criticam megaoperação e querem articulação nacional

Anielle Franco e Macaé Evaristo visitam o Complexo da Penha e cobram atuação conjunta do governo federal e dos estados

A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, no Complexo da Penha | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, no Complexo da Penha | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Depois da megaoperação policial em combate a traficantes no Rio de Janeiro, as ministras Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) visitaram nesta quinta-feira, 30, o Complexo da Penha. O local registrou a maior parte dos conflitos entre criminosos e autoridades.

As duas participaram de uma reunião na Central Única das Favelas (Cufa). Elas ouviram relatos de moradores e representantes locais. Anielle disse principalmente que a visita teve o objetivo de compreender as demandas da comunidade e, desse modo, aproximar o governo federal das vítimas indiretas da operação. 

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Ministras tentam transferir responsabilidade

“Esse momento de escuta foi essencial para entender o que as pessoas precisam. Nosso papel é fazer com que os ministérios e o Congresso atuem de forma coordenada para alcançar quem mais precisa”, declarou. A ministra ainda disse que lamenta as mortes: “Nenhum corpo merece ser tombado”.

Durante o encontro, Macaé Evaristo classificou a ação das forças de segurança como um “fracasso”. Do mesmo modo, ela criticou sobretudo a suposta ausência de uma estratégia integrada. “É inadmissível que uma operação dessa dimensão não utilize inteligência para garantir sua efetividade”. 

A auxiliar do presidente Lula da Silva acrescentou ainda que ninguém tem como objetivo matar pessoas. “Se queremos combater o crime organizado, é preciso começar de cima, identificando onde está o dinheiro”.

A ministra defendeu assim a criação de uma articulação federativa, com participação de estados e da União, para combater dessa forma as facções de maneira planejada. “Um país do tamanho do Brasil não pode agir sem coordenação. Precisamos trabalhar juntos para asfixiar financeiramente o crime organizado”.

Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Nesta quarta-feira, 29, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também esteve na capital fluminense. Ele se reuniu com o governador Cláudio Castro (PL). O encontro resultou primeiramente no anúncio de uma força-tarefa integrada para o enfrentamento do crime organizado e sobretudo para o reforço de medidas de segurança e inteligência.

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4 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Essas são as amiguinhas dos traficantes.

  2. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Governo do rio pediu tanques, lulis mandou só o canhão

  3. ELIAS
    ELIAS

    Perguntas para a iluministra:
    Se é tão fácil combater o crime organizado seguindo o dinheiro, por que não foi feito até hoje?
    Ela lamenta as torturas e as execuções de inocentes pelo crime organizado?
    Ela lamenta que milhões de pessoas tenham de viver em áreas dominadas pelo narcotráfico e tenham de pagar pedagio e proteção a esses meliantes?

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