Ministro da Educação desiste de acesso prévio a questões do Enem

Antes, Milton Ribeiro manifestara desejo de ver prova para evitar questões de cunho ideológico
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Ministro da Educação, Milton Ribeiro | Foto: Catarina Chaves/MEC
Ministro da Educação, Milton Ribeiro | Foto: Catarina Chaves/MEC

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou nesta quarta-feira, 9, que não pretende ter acesso antecipado às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na semana passada, ele expressou, em entrevista à CNN Brasil, o desejo de ver o exame para evitar “questões de cunho ideológico”.

Durante participação em reunião da Comissão de Educação da Câmara, o ministro abordou o assunto e disse que, na entrevista, manifestou apenas “a vontade de garantir que a prova do Enem seja técnica” e negou que estivesse tentando interferir no exame.

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“Abri mão de acessar toda e qualquer interpretação que eventualmente alguém possa dar de uma censura prévia ou coisa do tipo. De maneira alguma eu terei acesso às questões do Enem”, afirmou Milton Ribeiro. O exame está marcado para os dias 21 e 28 de novembro.

“Eu falei com o corpo técnico do MEC, com meus assessores, para que estudassem a possibilidade, resguardando o sigilo das informações. Eles fizeram a avaliação e, após nossa avaliação interna, entendo que hoje temos uma governança estabelecida pelo próprio Inep que será suficiente para que a prova avalie conhecimento dos candidatos, evitando que a seleção se baseie na visão de mundo de cada um deles”, pontou.

Ideologia

Durante a entrevista à CNN Brasil, o ministro citou questões de edições anteriores do Enem que tratavam sobre a diferença salarial entre os jogadores de futebol Neymar e Marta, além de outra que aborda termos relacionados a dialeto de gays e travestis. Hoje, durante reunião da Comissão de Educação, o ministro disse que as questões do Enem não devem ter esse tipo de abordagem, que ele classificou de ideológica.

“Prova do Enem não é um certame que vai avaliar qual a visão que o aluno tem do mundo e da economia. Não é esse o sentido. Para mim, a prova do Enem deve buscar avaliar o conhecimento que o aluno tem e a condição que ele tem diante dos outros candidatos para que possa acessar o ensino superior”, defendeu. “Todos nós temos ideologia. Meu maior problema e maior dificuldade é quando alguém quer impor sua ideologia”, acrescentou.

Com informações da Agência Brasil

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