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Política

Ministro da Previdência nega envolvimento da pasta em fraudes no INSS

Secretário-executivo do ministério foi preso durante operação da PF sobre desvios no instituto

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; INSS | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, disse que o governo não tinha informações concretas sobre o envolvimento do secretário-executivo da pasta, Adroaldo Portal, em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 18, durante discurso oficial.

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Segundo Queiroz, a Polícia Federal (PF) não cumpriu mandados no ministério. Ele também afirmou que a pasta não integra o foco da operação. O ministro relatou que soube da ação pouco antes do cumprimento das medidas.

Ao receber a informação, Queiroz pediu a exoneração imediata do secretário-executivo. O ministro confirmou Felipe Cavalcante e Silva como substituto no cargo. Ele disse que recebeu orientação do presidente Lula para administrar a crise e preservar o atendimento a aposentados.

Operação atinge cúpula da Previdência

Durante a fala, Queiroz avaliou que Portal exercia funções técnicas no ministério. Ele afirmou que recebeu detalhes iniciais da operação por meio do ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Carvalho.

Segundo Queiroz, a notícia causou surpresa. O ministro declarou que conhece apenas As informações divulgadas publicamente. Ele disse que o governo não protege envolvidos e buscará responsabilizar eventuais culpados.

A Polícia Federal prendeu Adroaldo Portal nesta quinta-feira. A ação integra nova fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em cobranças associativas contra beneficiários do INSS. A Justiça também determinou o afastamento do cargo e o cumprimento de prisão domiciliar.

A ofensiva ocorre com autorização do Supremo Tribunal Federal. A PF cumpre 52 mandados de busca e apreensão e 16 ordens de prisão preventiva em seis Estados e no Distrito Federal.

Segundo a corporação, o esquema envolvia inserção de dados falsos em sistemas oficiais, atuação coordenada de organização criminosa e estelionato previdenciário. A investigação segue em andamento.

Além de Portal, a nova fase da operação inclui apurações sobre o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Leia também: “Polícia Federal prende filho de ‘Careca do INSS'”

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2 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Os aposentados são roubados e como sempre o governo não sabia de nada

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Kkkkkk a petezada quando diz não é porque é sim kkkkkk

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