Previdência, infraestrutura, segurança pública e corrupção costumam ocupar debates distintos em Brasília. Para o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, contudo, todos esses problemas têm uma origem comum: a incapacidade do país de planejar o longo prazo.
Em entrevista à Revista Oeste, Nardes afirmou que o Brasil abandonou a construção de projetos de Estado e passou a concentrar esforços em agendas de curto alcance, condicionadas pelos ciclos eleitorais. Na avaliação do ministro, a falta de coordenação entre União, Estados e municípios compromete a execução de políticas públicas e impede avanços em áreas estratégicas.
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Ao defender a adoção de práticas de governança na administração pública, Nardes citou experiências implantadas em alguns Estados e voltou a cobrar a criação de uma política nacional sobre o tema. Um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados em 2017 que estabelece diretrizes para União, Estados e municípios continua à espera de votação no Senado.
Ministro do TCU cita rombo no INSS
A entrevista aborda também o que o ministro considera o principal desafio do país: a previdência. Segundo Nardes, o déficit do INSS deve alcançar R$ 320 bilhões em 2025, um cenário que exige planejamento de longo prazo e vem recebendo menos atenção do que deveria.

Ao longo da conversa, Nardes comentou ainda a situação das fronteiras brasileiras, os reflexos do escândalo que envolvem o Banco Master, a possibilidade de novos mecanismos de combate à corrupção e os motivos que o levam a cogitar deixar o TCU antes do fim de seu mandato.
A íntegra da entrevista está disponível na Edição 327 da Revista Oeste (clique aqui para lê-la).
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O misioneiro gaúcho sempre teve um bom desempenho.
As autoridades brasikeiras eatao desmoralizadas. Explicam, explcam mas nao convencem ningue
O ministro parece desconhecer que, desde a descoberta do Brasil, existe uma massa de cidadãos brasileiros, atualmente 88% da população adulta, sem condições de interpretar textos longos ou fazer contas aritméticas mais complexas do que soma.
Por óbvio, nossos políticos levados aos Poderes, e daí os indicados para os órgãos e entidades públicas, refletem quem tem condições de voto: maiores de 16 anos, cujas regras e obstaculizações de candidatos passaram a ser filtradas pelo Judiciário aparelhado pelo viés da troca de instrução qualificada pela da imagem-palavra. Triste!