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Política

Moraes amplia perímetro para uso de drones próximo à residência de Bolsonaro 

Ministro atendeu a pedido da PMDF, que justificou a medida para garantir privacidade e segurança ao ex-presidente

Alexandre de Moraes, ministro do STF - 17/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Alexandre de Moraes, ministro do STF — 17/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O perímetro interditado para o uso de drones no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro foi ampliado para um raio de 1 quilômetro, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O magistrado atendeu ao pedido da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O órgão considerou insuficiente o limite anterior, de 100 metros, para garantir privacidade e segurança ao conservador. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o final de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília.

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Na decisão, Moraes destacou que a evolução tecnológica dos drones permite captação de imagens a distâncias superiores ao limite anterior. Tal fato comprometeria a eficácia da medida, segundo o juiz.

“A limitação espacial reduzida não mitiga de forma adequada os riscos à segurança institucional, como o monitoramento indevido, a coleta de informações sensíveis ou mesmo a preparação de condutas ilícitas”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes, conforme documento do STF.

Justificativas de Moraes para decisão sobre Bolsonaro

Cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durou mais de três horas | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa o Hospital DF Star, em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A PMDF formalizou o pedido de ampliação nesta quarta-feira, 1º. O argumento é que drones modernos têm capacidade para captar imagens com alta resolução a distâncias muito superiores ao perímetro então estabelecido. A corporação disse ainda que o novo raio é necessário para proteger a intimidade do ex-presidente e de seus familiares.

Moraes autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro por um período de 90 dias, em razão de problemas de saúde, incluindo broncopneumonia bilateral, registrados quando o ex-presidente passou por internação hospitalar, em março deste ano. A polícia concluiu o ofício com pedido de reavaliação do perímetro e se colocou à disposição para prestar informações adicionais à Suprema Corte.

Leia também: “A insolência do chefe da turma”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 315 da Revista Oeste

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