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Política

Moraes autoriza Bolsonaro a retomar tratamento com estímulo elétrico na prisão

Ministro do STF permitiu que médico visite o ex-presidente três vezes por semana para sessões de neuromodulação contra crises de soluço

Ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento no STF por suposta 'tentativa de golpe', em Brasília | Foto: Reuters/Diego Herculano
Ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento no STF por suposta 'tentativa de golpe', em Brasília | Foto: Reuters/Diego Herculano

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a retomar tratamento contra crises de soluço com Estímulo Elétrico Craniano (CES). A decisão atende a pedido da defesa.

Bolsonaro poderá receber o médico Ricardo Caiado três vezes por semana — às segundas, quartas e sextas, às 19h — no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Os equipamentos usados no procedimento deverão passar por vistoria.

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Segundo os advogados, o tratamento é feito com clipes auriculares bilaterais, em sessões de 50 minutos a uma hora, com o paciente em repouso consciente. A defesa afirma que, nas primeiras aplicações, houve melhora nos parâmetros gerais de saúde, como sono e ansiedade, além de redução das crises de soluço.

O que é a neuromodulação, tratamento ao qual Bolsonaro será submetido

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso desde o último sábado, 22 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso desde janeiro | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Os advogados sustentam que a neuromodulação deve complementar o tratamento medicamentoso já adotado e pediram que as sessões ocorressem no fim do dia, em horário próximo ao repouso noturno — o que foi autorizado pelo ministro.

A neuromodulação é uma técnica que utiliza estímulos elétricos de baixa intensidade para alterar a atividade do sistema nervoso. No caso do Estímulo Elétrico Craniano (CES), são aplicadas correntes leves por meio de eletrodos — geralmente posicionados nas orelhas — com o objetivo de regular circuitos cerebrais associados a sintomas como ansiedade, distúrbios do sono, dor crônica e outras condições clínicas.

O método é considerado não invasivo e costuma ser utilizado como complemento ao tratamento medicamentoso.

Bolsonaro foi condenado em 11 de setembro do ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe e outros crimes, incluindo organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ele está preso desde 15 de janeiro, quando foi transferido para a unidade no DF.

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3 comentários
  1. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Não seria surpresa se o p5ykøpahtæ especificasse a marca do equipamento a ser utilizado.

  2. ANTONIO VICTORINO DIAS DA SILVA ROCHA
    ANTONIO VICTORINO DIAS DA SILVA ROCHA

    Impressionante um juiz da corte se posicionar como conhecedor profundo de medicina…

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