Moraes autoriza depoimentos em inquérito que investiga ‘interferência’ de Bolsonaro na PF

Decisão atende a pedido de Felipe Alcântara de Barroso Leal, delegado da corporação
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Alexandre de Moraes é ministro do STF
Alexandre de Moraes é ministro do STF | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira, 23, a Polícia Federal (PF) a colher novos depoimentos de eventuais testemunhas no inquérito que apura se o presidente da República, Jair Bolsonaro, tentou interferir na autonomia da corporação para supostamente blindar aliados de investigações.

A decisão do magistrado ocorre dois dias após Felipe Alcântara de Barroso Leal, delegado da PF, encaminhar uma petição ao Supremo para solicitar a retomada da tramitação regular do inquérito. “Diante do exposto, autorizo o delegado da Polícia Federal a proceder às oitivas de eventuais testemunhas sem a necessidade de intimação nos termos antes determinados, inclusive dos advogados dos investigados”, escreveu Moraes.

Contexto

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O inquérito, aberto pelo STF em abril de 2020 a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), tem como base as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que apontara interferência de Bolsonaro em investigações da PF. O chefe do Executivo Federal, por sua vez, nega quaisquer intervenções na corporação.

Leia também: “Funcionário do Planalto entrega ao Senado pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes”

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5 comentários

  1. Tic tac… alguém no STF ainda não deu um toque nesse sujeito ?? Tic tac … ESPERANDO O STF PRENDER MAIS PESSOAS E CONFISCAR MAIS COISAS DAS PESSOAS… Esperando aqui a temperatura aumentar …

  2. Xandão:
    Impediu nomeação de novo chefe da PF em 2020;
    Afastou o delegado que tornou pública a investigação sobre as urnas;
    Manda e desmanda em inquéritos ilegais, utilizando a PF para seu projeto político (PSDB);

    Mas, claro, quem interfere na PF é o Presidente.

  3. O cara que escolhe delegados para presidir seus inquéritos acusa o presidente de interferir na PF por nomear o diretor-geral (atribuição do PR).

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