O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre os dados do advogado Frederick Wassef encontrados pela Polícia Federal (PF) no caso das joias sauditas.
A última manifestação da PGR no processo foi com a recomendação de arquivamento da investigação.
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Em 2023, a PF colheu materiais na casa do advogado ao cumprir um mandado de busca e apreensão.
Já no começo deste mês, a PF encaminhou ao STF uma análise complementar sobre os dados contidos nos celulares apreendidos de Wassef.
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Na decisão desta quinta-feira, Moraes lembrou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a respeito do material e mandou a PGR apresentar um parecer sobre os dados.
PGR pediu arquivamento
A investigação envolveu joias que foram entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presente por políticos da Arábia Saudita.
A PF havia pedido o indiciamento do ex-presidente, do tenente-coronel Mauro Cid, do advogado Wassef e de outros investigados.
Por sua vez, a PGR entendeu que as normas vigentes não deixam claro se os presentes recebidos durante o mandato são do ocupante do cargo ou do Estado. Em razão disso, o órgão justificou que não poderia acusar Bolsonaro de ter cometido crime.
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