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Política

Moraes envia à PGR laudo sobre tornozeleira de Bolsonaro

Vídeo divulgado pela Polícia Federal mostra o equipamento violado

bolsonaro tornozeleira
O procurador-geral da República, Paulo Gonet (à esq.), o ex-presidente Jair Bolsonaro (centro) e o ministro do STF Alexandre de Moraes (à dir.), durante interrogatório dos réus da Ação Penal 2668, em Brasília - 10/6/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Nesta quinta-feira, 18, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou a decisão que enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à defesa de Jair Bolsonaro o laudo da Polícia Federal (PF) que analisou a tornozeleira eletrônica do ex-presidente. O documento apontou “sinais de tentativa de violação”.

Conforme os peritos, a tornozeleira apresentou “danos significativos na junção da capa plástica polimérica”.

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A análise técnica indicou que os danos são compatíveis com o uso de “uma fonte de calor concentrado com ferro em sua composição”.

Testes realizados com ferro de solda, de acordo com o laudo, exibiram aspectos semelhantes aos observados no material examinado.

A PF informou ainda que não foi possível, até o momento, identificar qual tipo de sensor teria emitido eventual alerta de violação.

Para isso, o equipamento será encaminhado ao Serviço de Perícias em Audiovisual e Eletrônicos, do Instituto Nacional de Criminalística, para exames adicionais.

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Tornozeleira de Bolsonaro

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, observa de sua casa enquanto o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (não aparece na foto), deixa Brasília após uma visita (29/9/2025) | Foto: Reuters/Diego Herculano/Foto de Arquivo
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, observa de sua casa enquanto o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (não aparece na foto), deixa Brasília após uma visita (29/9/2025) | Foto: Reuters/Diego Herculano/Foto de Arquivo

O laudo de conclusão da perícia da PF apontou que os danos ao material “apresentam características de execução grosseira, o que sugere que a ferramenta foi utilizada sem precisão técnica”.

“O aspecto físico e as análises realizadas na área danificada sugerem que na tornozeleira eletrônica foi empregada uma fonte de calor concentrado com ferro em sua composição”, disse o documento. “Testes realizados com ferro de solda na superfície do material questionado exibiram aspectos compatíveis com os danos verificados.”

Leia também: “O STF tem lado”, reportagem publicada na Edição 298 da Revista Oeste

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