O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça a condenação de 13 agentes públicos por suposta propaganda eleitoral antecipada durante a Rondônia Rural Show Internacional 2026. O evento ocorreu entre 25 e 30 de maio no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO). Entre os alvos da ação estão parlamentares e pré-candidatos que teriam utilizado o espaço para promover futuras candidaturas antes do período permitido pela legislação.
Segundo o Ministério Público Federal em Rondônia, a representação aponta o emprego de outdoors, distribuição de brindes e divulgação de mensagens com caráter de promoção pessoal durante a feira agropecuária. Para os procuradores, as ações configurariam pré-campanha irregular e desequilíbrio à disputa eleitoral de 2026.
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Parlamentares: impulso de imagem
Na ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), o MP sustenta que a estrutura e a visibilidade da feira foram utilizadas para impulsionar a imagem de possíveis candidatos junto ao eleitorado. A legislação brasileira proíbe pedidos explícitos de voto antes do período eleitoral. Da mesma forma, prevê punições para atos que possam caracterizar propaganda antecipada.
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Os envolvidos poderão apresentar defesa ao tribunal. Caberá ao TRE-RO analisar as provas reunidas pelo Ministério Público e decidir se houve infração à legislação eleitoral, bem como eventual aplicação de multas e outras sanções previstas em lei. A relação do MP inclui dois senadores, três deputados federais, cinco deputados estaduais, dois vereadores e uma assessora técnica.
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