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Política

Moraes ignora justificativas de Martins e mantém prisão do ex-assessor

Defesa sustenta que não houve uso voluntário de rede social, mas ministro afirma que suposto acesso ao LinkedIn violou cautelares

filipe martins
Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República, durante palestra no Instituto Rio Branco - 9/5/2019 | Foto: Arthur Max/MRE

Nesta segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão de Filipe Martins, em virtude de suposto descumprimento de cautelar. No ano passado, a 1ª Turma do STF condenou Martins a 21 anos de cadeia, por causa do que seria uma tentativa de ruptura institucional.

A defesa do ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais afirmou que Martins não usou nenhuma rede social enquanto estava no regime domiciliar.

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De acordo com ela, os registros de acesso ao LinkedIn teriam sido causados por um evento técnico automático, sem qualquer ação deliberada do ex-assessor e sem finalidade de comunicação com terceiros.

Os advogados Ricardo Scheiffer e Jeffrey Chiquini também argumentaram que não houve tentativa de burlar a decisão judicial, nem prática de ato intencional para descumprir as restrições impostas pelo STF.

Conforme a Scheiffer e Chiquini, esse conjunto de fatores torna injustificada a conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva.

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Moraes, no entanto, rejeitou as explicações.

O ministro argumentou que há registro documental de acesso ao LinkedIn em 28 de dezembro e que a decisão judicial proibia qualquer uso de redes sociais, incluindo o simples acesso à plataforma — e não apenas a publicação de conteúdo.

Entendimento de Moraes sobre Filipe Martins

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O ministro Alexandre de Moraes, durante solenidade de posse na vice-presidência do STF – 29/9/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Na avaliação do magistrado, o fato de a defesa “reconhecer” o acesso à rede social demonstra descumprimento direto da ordem.

Moraes escreveu que a conduta revela “desrespeito” às medidas impostas e reforça a necessidade de manter a prisão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se posicionou contra a soltura.

Para a PGR, o caso “não apresentou fatos novos” que justificassem a revogação, e as “medidas alternativas aplicadas anteriormente se mostraram ineficazes”.

Leia também: “Os Poderes apodrecem na Praça”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 306 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Exemplo clássico de paixão patológica, incubada, do cabeça de ovo por Filipe!!! Não há outra justificativa por tanto ódio.

  2. David S
    David S

    Moraes é um imbecil desqualificado e deformado moralmente….

  3. Antonio Da Silva
    Antonio Da Silva

    Nada mais óbvio do que manter a prisão desse criminoso.

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