Nesta quarta-feira, 2, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, réu por envolvimento no 8 de janeiro.
Moraes atendeu a um pedido feito pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. No parecer, Gonet afirmou que, “ao se evadir para a Argentina, Léo Índio descumpriu deliberadamente medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo STF”.
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“A evidente fuga do distrito da culpa em virtude do recebimento da denúncia em face do réu, demonstra a legitimidade da imposição da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal”, observou Moraes, ao mencionar trecho da solicitação da PGR e citar que havia cancelado o passaporte de Índio, em 19 de janeiro.
Em uma gravação enviada à rádio Massa FM, de Cascavel (PR), Índio revelou estar na Argentina há quase um mês. Além disso, ele contou que precisa renovar a sua permissão provisória no país a cada três meses. Sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Índio desabafou ainda ter medo de ir às autoridades de imigração para tornar o documento válido novamente. Isso porque há notícias de presos do 8 de janeiro que acabaram detidos no momento do ato no país vizinho.
STF recusa recurso de Léo Índio

Na quinta-feira 27, o STF rejeitou um recurso da defesa de Índio e manteve a decisão de abrir uma ação penal contra ele, pela participação no protesto.
Leia também: “A farsa do golpe”, reportagem publicada na Edição 257 da Revista Oeste
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