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Política

Moraes solta Rodrigo Bacellar, mas determina uso de tornozeleira

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deixa a prisão preventiva

Alerj repassa recursos aos 92 municípios do RJ - bacellar
O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar | Foto: Thiago Lontra/Alerj

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira, 9, a soltura do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). O deputado vai ter de usar tornozeleira eletrônica, mas poderá comparecer a sessões e votações na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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Caso as atividades parlamentares se estendam além das 19h, Bacellar deverá apresentar justificativa ao STF no prazo de 24 horas para qualquer descumprimento do recolhimento domiciliar noturno. A Alerj aprovou a soltura na véspera, por 42 votos a 21, e informou o Supremo sobre a decisão por e-mail nesta terça-feira, quando também publicou a Resolução 1.316 de 2025 no Diário Oficial do Estado.

Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF — 3/12/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Bacellar ficou preso por menos de 1 semana

Preso desde a última quarta-feira, 3, Bacellar é suspeito de repassar informações sigilosas de uma operação contra o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), o TH Joias. Segundo a Polícia Federal, o presidente da Alerj teria auxiliado na retirada de objetos da casa de TH Joias, o que indica envolvimento direto na tentativa de obstruir investigações criminais.

TH Joias está preso desde setembro, sob suspeita de integrar o Comando Vermelho. Segundo o Ministério Público, ele teria indicado aliados para cargos na Alerj e intermediado negociações de drogas, armas e pagamentos a membros da facção.

A defesa de Bacellar classifica a prisão como “totalmente desproporcional”. O advogado Bruno Borragine afirmou à imprensa que o deputado está tranquilo e confiante em relação ao processo. “Rodrigo não praticou nenhuma conduta ativa para tentar burlar a Justiça e o processo, muito menos para auxiliar em eventual impedimento de provas ou destruição de provas”, afirmou.

O cenário atual pode levar a eleições indiretas no Rio de Janeiro nos próximos meses. Caso Cláudio Castro deixe o cargo em abril para disputar o Senado em 2026, a chefia do Executivo passará ao presidente da Alerj ou ao Tribunal de Justiça, responsável por convocar nova eleição em 30 dias. Então ex-vice-governador fluminense, Thiago Pampolha renunciou em maio, para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

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1 comentário
  1. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Pensa num trem de negócio que mais prospera nessa Brasil é o tal da tornozoleira. Oh beleza cê ta doido

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