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Política

Motta determina a cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Dupla do Partido Liberal deixa de integrar a lista de deputados federais

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Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem vivem nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Redes sociais

A mesa diretora da Câmara, sob o comando do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a cassação dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), nesta quinta-feira, 18. A decisão ocorreu no período da tarde.

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A medida não torna Eduardo inelegível — isso só poderá ocorrer em caso de condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é réu em um processo na Corte, acusado de tentar coagir autoridades em relação ao julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso segue em andamento, e a Câmara dos Deputados pode divulgar novas informações a qualquer momento, conforme a tramitação do processo.

Eduardo Bolsonaro

Desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos. Ele buscou refúgio depois de denunciar abusos de ministros do STF contra sua família e aliados. Apesar de tentar exercer o mandato à distância e buscar alternativas para evitar o registro das faltas, o parlamentar não obteve sucesso e teve o salário bloqueado por ordem da Corte.

Leia também: “Nau sem rumo”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 300 da Revista Oeste

Além das ausências, Eduardo teve frustrada a tentativa de votar remotamente e perdeu a indicação ao cargo de líder da minoria. Ele também entrou na Dívida Ativa da União por débitos de quase R$ 14 mil com a Câmara. Motta antecipou o processo de análise das faltas, que normalmente ocorre em março do ano seguinte.

Alexandre Ramagem

O caso de Alexandre Ramagem, por sua vez, envolveu a execução de sentença do STF que determinou a cassação do mandato e a condenação a 16 anos de prisão por envolvimento em uma “trama golpista”. Ele deixou o Brasil na segunda semana de setembro, antes do término do julgamento, e também buscou refúgio nos EUA.

O Ministério da Justiça deve iniciar o pedido de extradição de Ramagem, que exerceu o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo Bolsonaro. Inicialmente, Hugo Motta havia anunciado que levaria o caso ao plenário, mas decidiu pela cassação via ato da mesa diretora.

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3 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Obedece quem manda….congresso de quatro ; abaixaram as calças ..

  2. fabio de souza arcas
    fabio de souza arcas

    Hugo Motta é um servidor exemplar. Serve ao STF.

  3. David S
    David S

    O garotão se destaca como um verdadeiro moleque de recados.
    O imperador, Alexandre das quantas ordenou, ele covardemente obedeceu.
    É muita canalhice em uma só pessoa.
    Vade retro…

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