publicidade
Política

MP Eleitoral acusa ex-prefeito de Macapá de propaganda antecipada

Antônio Furlan renunciou ao cargo depois de afastamento determinado pelo STF em investigação sobre licitações

Prefeito de Macapá, Antônio Furlan (Cidadania-AP) | Foto: Reprodução/Facebook
Prefeito de Macapá, Antônio Furlan (Cidadania-AP) | Foto: Reprodução/Facebook

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou representação contra o ex-prefeito de Macapá (AP) Antônio Paulo de Oliveira Furlan (PSD) por suposta propaganda eleitoral antecipada. Ele deixou o cargo na semana passada depois de ser afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dr. Furlan, como é conhecido, estava em seu segundo mandato na Prefeitura de Macapá. Em 2024, ele foi reeleito prefeito, com 85,08% dos votos válidos, o maior porcentual entre as capitais do país. Ao renunciar do cargo, ele buscou evitar a cassação do mandato, o que poderia prejudicar seus planos de disputar o governo do Amapá.

Receba nossas atualizações

A medida ocorreu no contexto de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga possível esquema de fraude em licitações na capital amapaense.

Depois da operação policial, o ex-prefeito divulgou um vídeo para anunciar, “diante dos últimos acontecimentos”, sua pré-candidatura ao governo estadual. Sem mencionar a investigação, afirmou sofrer “ataques e perseguições”.

Com a saída de Furlan, a prefeitura passou a ser comandada por Pedro DaLua (União), presidente da Câmara Municipal de Macapá. A posse ocorreu em cerimônia no Palácio Laurindo Banha.

MP cita vídeos publicados nas redes sociais de Dr. Furlan

Na ação, o MPE sustenta que expressões usadas no vídeo configuram pedido indireto de votos. O órgão pediu a retirada imediata do conteúdo e a aplicação de multa. Além disso, o Ministério Público também cita publicações nas redes sociais com frases como “eu conto com vocês pra gente vencer tudo e todos” e “convido todos vocês pra gente construir um Estado melhor”.

Para a acusação, as mensagens representam solicitação de apoio eleitoral antes do início do período de campanha. A representação também menciona vídeos de manifestações de apoiadores que chamam Furlan de “futuro governador”. Em algumas publicações, ele acrescentou legendas como “seguimos juntos rumo ao futuro”.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá, ao republicar essas mensagens em perfis de grande alcance, o ex-prefeito “transformou manifestações individuais em propaganda eleitoral explícita”.

Operação da PF em Macapá, Belém e Natal

A investigação contra Dr. Furlan faz parte da Operação Paroxismo. Na segunda fase, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém (PA) e Natal (RN). Além do então prefeito de Macapá, o STF também determinou o afastamento de servidores investigados por 60 dias.

De acordo com a PF, há indícios de um “esquema criminoso” que envolve agentes públicos, entre eles Furlan e Mario Neto, além de empresários. A suspeita é de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos ligados às obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.