Novo se reaproxima da equipe econômica

Partido vai se reunir com Guedes nos próximos dias para traçar estratégias da retomada da agenda de reformas
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Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Partido vai se reunir com Guedes nos próximos dias para traçar estratégias da retomada da agenda de reformas

Líder do Novo na Câmara, Paulo Ganime (RJ) está otimista para a rediscussão das reformas estruturantes Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
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A bancada do Novo vai se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nos próximos dias. A conversa, que pode ocorrer na próxima semana, faz parte de uma reaproximação mútua entre o partido e a equipe econômica. Afinal, foi pedida pelo próprio Guedes, que voltou a defender mais enfaticamente a necessidade da agenda de reformas.

O governo elabora uma agenda econômica para o pós-coronavírus. E vislumbra nas reformas a ponte para atravessar a recessão de 2020. A mediana das expectativas de analistas consultados pelo Banco Central (BC) aponta para uma queda de 6,48% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

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A construção da narrativa de destravamento da agenda reformista não é simples. O governo sabe que vai enfrentar resistências da oposição. E ainda calcula se, dentro do Centrão, há espaço para se avançar na pauta. Por isso, Guedes quer retomar o diálogo com o Novo.

Objetivo

O partido tem no DNA a defesa por reformas estruturantes, como a tributária, administrativa e trabalhista. Internamente, o Novo trabalha para resgatar essas pautas, mas, por ora, não tem conseguido ecoar amplamente o apelo junto a outros parlamentares. É aí que entra a relação “ganha-ganha” entre legenda e equipe econômica aonde o país sai vencendo.

É interesse de Guedes e do Novo retomar a agenda. Sozinhos, equipe econômica e o partido avaliam que seria difícil avançar a agenda. Juntos, contudo, o processo se torna mais viável. Afinal, o Novo articula com parlamentares liberais e defensores das reformas. A exemplo dos deputados Daniel Coelho (Cidadania-PE), Alex Manente (Cidadania-SP), Eduardo Cury (PSDB-SP), Enrico Misasi (PV-SP), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), entre outros.

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O objetivo central das conversas entre Guedes e Novo é gerar estímulos políticos para robustecer e, assim, criar o timing da retomada da pauta. Até o momento, a defesa pela reforma é vaga e com pouca materialidade. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fala vez ou outra sobre a necessidade das propostas, mas não as destrava.

Reaproximação

A reaproximação é reconhecida pelo líder do Novo na Câmara, Paulo Ganime (RJ). O deputado ressalta que o partido nunca abandonou a agenda reformista, mas houve um certo distanciamento da equipe econômica nos últimos meses. O motivo é apontado por ele sobre “idas e vindas” de narrativas do próprio ministro.

Em algumas pautas, Guedes falava uma coisa para Ganime, outra para Maia e outra à imprensa. Oeste ouviu isso de parlamentares de outros partidos em votações emblemáticas como na pauta do repasse de R$ 60 bilhões aos estados e municípios. “Ficamos como cego em tiroteio. O ministro falava uma coisa para nós em uma reunião, uma segunda coisa em jornais e uma terceira coisa para o Rodrigo Maia ou o Davi [Alcolumbre, presidente do Senado]. Agora, vamos conversar de novo”, explica.

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A reunião foi um pedido do próprio Guedes. Ganime só não aponta quando ocorrerá. “Ele que sugeriu e gostaríamos de ter esse encontro. É muito bem vinda por nós, e acho que é mútuo. Não há uma pauta específica, mas será para falar da agenda econômica e ver como a gente pode ajudar nessa reaproximação”, destaca.

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2 comentários

  1. É algo de se orgulhar ser filiado do NOVO30 manter o pragmatismo e o foco no fundamental sem barganhas nefastas. O partido a ser seguido. A mudança já começou

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